Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil

Enviada em 21/08/2018

A problemática da falta de informação sobre o autismo no Brasil

Dados da Organização das Nações Unidas (ONU), mostram que atualmente no mundo, cerca de 70 milhões de pessoas são diagnosticadas com a síndrome do espectro autista Porém, pouquíssimas pessoas entendem realmente como o autismo ocorre e como ele pode ser diagnosticado. Por consequência, a inclusão dos portadores é prejudicada e o tratamento tem seus resultados retardados.

O dia 2 de abril, foi selecionado como o Dia Mundial da Conscientização do Autismo. Entretanto, essa conscientização não ultrapassa propagandas curtas em  redes de televisão, o que diante do número de autistas no Brasil ( aproximadamente 2 milhões, segundo dados da ONU), é superficial e incompatível, pois, a população permanece ignorante a respeito de algo tão pertinente no país. Consequentemente, a dificuldade em diagnosticar a síndrome se torna grande, tendo em vista que a primeira suspeita deve partir dos pais, ainda nos primeiros anos de vida da criança. Portanto, faz-se necessário que a população esteja bem informada sobre.

O Brasil, conta atualmente com o trabalho das Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais, as denominadas APAE’s, essas instituições auxiliam no tratamento de pessoas deficientes e estimulam o contato social das mesmas, incluindo autistas. Não raro, as pessoas que frequentam essas instituições são tidas como motivo de piada e são vistas como inferiores, nesse hiato, é comum ouvir chacotas e “brincadeiras” que colocam o deficiente no papel de fraco e inferior.

A respeito da problemática, faz-se necessário que a conscientização sobre o assunto seja estimulada pelo Ministério da Saúde, através de palestras em escolas, propagandas mais eficazes em redes de televisão, rádio, redes sociais e outros. Também é cabível ao ministério, disponibilizar profissionais capacitados, como psicólogos ou psicopedagogos, para estarem atendendo em creches públicas, a fim de diagnosticar o mais cedo possível a síndrome e iniciar o tratamento, reduzindo assim a dificuldade de inclusão dessa parcela da população na sociedade.