Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil

Enviada em 15/08/2018

O cuidado primordial aos portadores de autismo no Brasil

O autismo é uma doença mental evidente no mundo todo, atingindo principalmente crianças. No Brasil, há grandes dificuldades não apenas em relação ao  tratamento e aos cuidados necessários à saúde do autista mas também sobre a inclusão social dos mesmos, pelo fato de precisarem de um atendimento especial.

A princípio, sabia-se pouco sobre o Transtorno do Espectro do Autismo (TEA), ainda que existissem muitos casos, um autista a cada 110 pessoas, segundo dados da CDC (Center of Deseases Control and Prevention). Talvez pela complexidade da identificação dessa doença no ser humano, o autismo tem tomado grandes proporções apenas nos últimos anos, fazendo com que seja mais difícil a participação afetiva dessas pessoas na sociedade, por tratar-se de uma doença “nova”, o conhecimento sobre essa doença era exclusivo apenas aos especialistas.

Além disso, esta síndrome está mais presente em crianças, logo, é indispensável uma maior atenção para elas em escolas especiais. A APAE (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais) localiza-se em mais de 2 mil municípios brasileiros em todo território nacional. Ela possui um atendimento fundamental para portadores de doenças mentais, como o autismo, atuando na educação, na saúde, na capacitação e na autogestão dessas pessoas. Mesmo que o autismo não possua cura, o tratamento vigente nesses tipos de associações são de extrema importância para que a criança ou adulto autista possa levar uma vida normal e inclusa na sociedade.

Assim, é justo que o autista participe da vida em sociedade. Para isso, é necessário um atendimento de escolas especiais que acolham toda a comunidade, visando um tratamento específico para cada um, dependendo do seu grau de autismo, com sessões de fonoaudiologia para melhoria da comunicação, terapias em grupo para o avanço das interações sociais, entre outros suportes vitais, aspirando a evolução desses indivíduos.