Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil
Enviada em 29/08/2018
‘‘O importante é viver bem, não viver muito tempo, e muitas vezes vive bem quem não vive muito.’’ Segundo o filósofo romano Sêneca, a qualidade de vida tem tamanha importância de modo que ultrapassa o da própria existência. Entretanto, no Brasil, essa não é a realidade para os indivíduos com autismo, que diante das dificuldades para ser incluso na sociedade, apenas vivem, não necessariamente bem. Com isso ao invés de agir para tentar aproximar a realidade descrita por Sêneca da vivenciada por esses indivíduos, a desinformação e o preconceito, assim como a falta de qualificação dos profissionais da educação acabam contribuindo com a situação atual.
Em primeiro plano, cabe menção que a falta de informação acerca do autismo constitui um dos principais entraves para a inclusão dessas pessoas na sociedade. Prova disso é justamente o que caracteriza esse problema: o medo. Tudo aquilo que é desconhecido causa medo e, como pouco se sabe sobre essa doença, acarreta um alienação sobre o assunto. Em vista disso, tem-se a dificuldade de inserir essas pessoas na sociedade, uma vez que a falta de informação leva ao preconceito e á discriminação. Assim, a desinformação do corpo social por conseguinte o preconceito, acaba por distanciar, ainda mais, a realidade descrita por Sêneca da vivenciada por tais indivíduos no país.
Ademais, a falta de capacidade técnica do corpo docente nas escolas é um dos entraves para a educação e a socialização das crianças autistas. O problema está no corpo docente cuja formação universitária se baseia em uma sala de aula homogênea, sem diversidades, tendo esse dificuldade para a titulo de exemplo se comunicar com uma aluna ou um aluno com Transtorno Espectro Autista, que impossibilita o desenvolvimento dessas pessoas e de torna-los sociáveis e inserida na comunidade. O que dificulta a aproximação da realidade descrita por Sêneca com a vivenciada pelos indivíduos autistas.
Portanto, fica evidente a necessidade de uma tomada de medidas que realizem a mudança desse estado. Assim, é interessante que o Ministério da Educação promova campanhas para informar melhor a população sobre essa tão desconhecida doença, também aliar-se á instituição familiar, para que sejam trabalhados valores como respeito e tolerância a fim de minimizar o preconceito existente e inclui-los no âmbito social. Outrossim, é interessante que o Estado por meio do Ministério da Educação, com treinamentos, palestras e orientações sobre como proceder com alunos com esse transtorno, para que, assim eles possam se desenvolver e viver em sociedade. Só assim os indivíduos autistas não apenas viverão, mas viverão bem.