Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil
Enviada em 13/08/2018
Incluir não é só trazer para perto, mas também respeitar e crescer junto com o outro. A frase do filósofo e sociólogo Habermas, mostra a dificuldade em garantir nas escolas um acesso justo à educação, devido ao preconceito sofrido pelo portador do autismo, a carências de suporte pedagógico nas escolas e ao não entendimento que apesar de tudo, todos são iguais.
No Brasil, segundo a revista autismo, a síndrome atinge quase dois milhões, número incerto devido a falta de programas que visem um diagnóstico acessível e preciso por parte do governo estadual. A criação em 2012 da lei que inclui essas pessoas foi um grande avanço de inclusão, porém o grupo continua a sofrer nos ambientes que vivem, sob esse viés, pode-se apontar como um empecilho à implementação dessa lei, a discriminação enraizada da sociedade, além dos responsáveis por essas pessoas.
Cabe ainda ressaltar, a discriminação sofrida quando adulto em seus locais de trabalho, onde a separação é sutil, muitas vezes o empregador ao se deparar em entrevistas de empregos com essas pessoas, prefere escolher ‘‘pessoas normais’’.
Diante dos argumentos supracitados, nota-se a necessidade de uma reforma no sistema educacional que atenda a demanda do autista, como planos pedagógicos feitas pela escola com o apoio dos professores e alunos, para que o indivíduo se sinta incluso e que pouco a pouco acabe a discriminação. Além disso, deve-se criar um programa pelo governo, que vise um diagnóstico precoce da síndrome, sendo constante a divulgação de quão importante é esse teste.