Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil
Enviada em 09/08/2018
Segundo Claude Lévi-Strauss, um problema social deve ser compreendido por meio da elucidação das ações às quais a sociedade está submetida. Tal reflexão, auxilia no entendimento dos desafios da integração do cidadão autista à sociedade brasileira. Desse modo, é necessário que a igualdade seja posta como base em âmbito nacional. Assim sendo, com o propósito de abarcar melhor tal temática, cabe um estudo constitucional, bem como uma reflexão acerca do preconceito hodierno. Em uma análise imediata, a Lei 12.764 estabelece ao autista o direito à saúde, à acessibilidade e ao tratamento vital. Entretanto, na conjuntura nacional, não há garantia dos direitos supracitados, sendo inaceitável que os cidadãos autistas não gozem da integração total ao corpo social. Ademais, o óbice é potencializado pela falta de capacitação de funcionários públicos que mantêm relações fixas com os autistas. Por conseguinte, a intervenção Estatal é latente, com o propósito de garantir a total incorporação.
Outrossim, é válido refletir sobre o preconceito, difundido socialmente de acordo com a teoria de Pierre Bordeau, onde algo se reproduz na sociedade ao longo do tempo ao se incorporar ao subconsciente individual. Nessa temática, os autistas devem ser tratados sem que haja discriminação, uma vez que, por inúmeras vezes, gozam de um intelectual perfeitamente inteligente. Ainda assim, o infortúnio urge em substanciais ambientes, como em entrevistas de emprego, dificultando a admissão de tais cidadãos. Dessa maneira, é imprescindível que as concepções particulares devem ser alvo da reformulação de valores.
Considera-se, portanto, os desafios acerca da integração do autista no Brasil carentes de mitigação. Ao Executivo, cabe a garantia dos direitos previstos em Lei, por meio da capacitação de funcionários públicos com cursos preparatórios, com o fito de garantir total fluidez nas relações cotidianas do autista. Por fim, com o objetivo de minimizar todas as formas de preconceito, o Ministério da Educação, em escolas, deve promover o estudo do autismo, por intermédio do ensino da psicologia como obrigatório. Destarte, os desafios da inclusão do autista no Brasil serão vencidos.