Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil

Enviada em 09/08/2018

Em 1948, a Organização das Nações Unidas (ONU) estabeleceu a Declaração Universal dos Direitos humanos, onde afirma que todos são iguais perante a lei sem qualquer distinção. Entretanto, no Brasil ainda há o descumprimento das leis para uma parcela de pessoas, dentre elas os portadores de autismo, deixando-as à margem da sociedade. Sendo necessário a criação de medidas para erradicar esse fenômeno e combater a desinformação e o preconceito.

Em primeiro plano vale ressaltar que, o Transtorno do Espectro Autista ainda é pouco conhecido mundialmente, principal fator que impede sua inclusão. Fato facilmente visto na primeira lei brasileira criada para o grupo -cujo defende o direito da pessoa com autismo, datada apenas no ano de 2012. Embora o artigo tenha completado quase 6 anos, o nível de abrangência se constitui em estreito percentual de cumprimento. Visto que portadores ainda encontram dificuldades de inserção social e reconhecimento dos seus direitos básicos, como acesso a saúde e educação apropriado.

Além disso, para Martha -dirigente do Centro para Autismo e Inclusão Social (Cais), o tratamento mais seguro para tal grupo é a Terapia Comportamental(TC), contudo poucas instituições brasileiras se aprimoram em educação especial, processo que inviabiliza o autista a desenvolver suas aptidões e de interagir com os demais indivíduos. Por consequência, o preconceito ainda se torna presente principalmente contra tal grupo.

Portanto, é preciso que o Ministério da Saúde em parceria com o da Educação crie medidas para erradicar esse fenômeno. Como maiores investimentos no setor de educação especial para capacitação dos profissionais e desenvolvimento de projetos interdisciplinares, a fim de integrar os autistas socialmente. E também criem campanhas públicas de conscientização das diferenças existentes, para erradicar o desconhecimento e o preconceito e cumprir, finalmente, a real democracia no país.