Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil

Enviada em 06/08/2018

No Brasil, cerca de 2 milhões de indivíduos são afetados pelo autismo, doença que altera, em variados níveis, a comunicação e o comportamento da pessoa. No entanto, apesar disso, ainda é uma enfermidade pouco compreendida, seja por leigos, seja por profissionais da área da saúde. Dessa forma, surgem vários desafios em relação à inclusão de autistas no país, sendo necessário buscar formas de melhorar essa situação.

Convém, a princípio, ressaltar o despreparo da população para conviver com portadores do espectro autista. Embora, conforme a legislação, seja dever do Estado garantir a inclusão dessas pessoas, não é isso o que a realidade reflete. Prova disso é a ínfima quantidade de escolas preparadas para receber autistas e promover sua formação social. Sendo assim, a exclusão começa desde o início de suas vidas, dificultando sua integração na sociedade e o combate à discriminação sofrida por esse grupo.

Além disso, é importante destacar que o autismo ainda necessita ser muito estudado para ser melhor compreendido. Projetos com o objetivo de descobrir melhores tratamentos e terapias são de extrema importância para garantir uma vida melhor aos autistas. No entanto, a carência de recursos na área da saúde dificulta esse processo. Por conseguinte, médicos não são capacitados da melhor maneira, o que é evidenciado nos diagnósticos tardios da doença.  Isso, por sua vez, impede um melhor desenvolvimento do indivíduo, fundamental para sua inclusão.

Torna-se evidente, portanto, a necessidade de medidas com o objetivo garantir os direitos dessas pessoas, incluindo-as na sociedade. Desse modo, o Ministério da educação, em parceria com as escolas públicas e privadas, deve criar projetos de integração de autistas nas salas de aula, oferecendo todo o apoio necessário, como tutores e materiais especiais, a fim de assegurar a inclusão e o combate à discriminação. Ademais, o Ministério da Saúde pode destinar mais recursos às universidades de medicina e ao SUS, com o fito de realizar mais pesquisas sobre o assunto e melhor atender esses  cidadãos.