Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil
Enviada em 05/08/2018
Consoante ao poeta cazuza, “eu vejo o futuro repetir o passado”,a falta de inclusão de pessoas autistas na educação não é atual.Desde a época da colonia essa vicissitude é uma realidade.De mesmo modo, desde a contemporaneidade, as dificuldades persistem, seja não só à negligência governamental, mas também ao preconceito da sociedade.
A Constituição cidadã de 1988 garante educação inclusiva de qualidade aos cidadões, todavia o Poder Executivo não efetiva esse direito. Consoante Aristóteles no livro “Ética a Nicômaco”, a política serve para garantir a felicidade dos cidadãos, logo se verifica que esse conceito encontra-se deturpado no Brasil à medida que a oferta não apenas da educação inclusiva, como também da preparação de número suficiente de professores especializados no cuidado com autistas não está presente em todo o território nacional, fazendo os direitos permanecerem no papel.
Outrossim, o preconceito da sociedade ainda é um grande impasse à permanência dos deficientes auditivos nas escolas. Tristemente, a existência da discriminação contra surdos é reflexo da valorização dos padrões criados pela consciência coletiva. No entanto, segundo o pensador e ativista francês Michel Foucault, é preciso mostrar às pessoas que elas são mais livres do que pensam para quebrar pensamentos errôneos construídos em outros momentos históricos. Assim uma mudança nos valores da sociedade é fundamental para transpor as barreiras à formação educacional de autistas.
Portanto,indubitavelmente,medidas são necessárias para resolver esse problema.Cabe ao Ministério da Educação criar um projeto para ser desenvolvido nas escolas o qual promova palestras, apresentações artísticas e atividades lúdicas a respeito do cotidiano e dos direitos dos surdos – uma vez que ações culturais coletivas têm imenso poder transformador – a fim de que a comunidade escolar e a sociedade no geral – por conseguinte – conscientizem-se.sendo assim,a realidade distanciar-se do passado errôneo.