Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil

Enviada em 03/08/2018

A partir de 2012, com a lei 12.764, tornou-se ampla a aplicação de sanções aos que discriminarem pessoas portadoras de transtornos psicológicos, o que colaborou com a conquista dos direitos de indivíduos autistas. Todavia, a problemática enfrentada por esse grupo permanece gradativamente evidenciada. Dessa forma, pode-se ratificar que os desafios na inclusão de pessoas com autismo faz-se presente no país não apenas pela falta de investimentos no âmbito educacional, mas também devido ao preconceito existente perante a sociedade.

Primeiramente, deve-se salientar que qualquer cidadão possui acesso aos seus direitos comumente. Segundo o sociólogo brasileiro Darcy Ribeiro, as instituições de ensino devem conter infraestrutura necessária para atender as dificulddes dos alunos. Sob essa ótica, sua afirmação expressa o dever de cuidados especiais para com os autistas, uma vez que o sistema de ensino não ampara de modo efetivo um portador de doenças cerebrais, principalmente pela sua maior dificuldade de aprendizagem em espaço coletivo, bem como o modelo de avaliações existentes. Portanto, acaba contribuindo para a exclusão desse do meio social.

Além disso, é preciso inferir que a falta de oportunidades aos autistas em sua convivência social é considerada uma forma de preconceito. Nesse ínterim, a baixa representatividade da população trabalhadora que possui esse transtorno, por exemplo, é um fator agravante para a situação de inferioridade que os portadores de autismo são impostos. Consequentemente, a sociedade visualiza-os como incapazes de exercer papéis considerados como exclusivos de indivíduos isentos do problema em questão. Sendo assim, a discriminação torna-se um empecilho para o desenvolvimento desse ser.

Diante dos argumentos supracitados, é notório que os desafios da inclusão de pessoas com autismo devem ser enfrentados. Desse modo, o Ministério da Educação, por meio das escolas, deve implantar profissionais especializados para acompanhar o processo educacional dos alunos portadores do referido tema, a fim de que possam desfrutar de materiais didáticos exclusivos  e assim, adquiram um ensino de qualidade. Ademais, é papel da família, por meio da educação étnica, atentar ao conhecimento dos filhos, com o intuito de oferecê-los informações sobre as diferenças comportamentais dos autistas, para que o assunto seja tratado com naturalidade e o preconceito minimizado.