Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil

Enviada em 06/08/2018

Inserção e participação social dos autistas

Debates acerca da inclusão de indivíduos na sociedade, em qualquer âmbito, ao longo do tempo, tiveram seu alcance elevado ao passo que a evolução tecnológica permite tal aumento. A partir disto, a comunidade mundial toma conhecimento de exclusões, as quais não marcam seu cotidiano, possibilitando, muitas vezes, o engajamento destas no combate ao fim deste ato exclusivo. Ao longo da história, pessoas portadoras de doenças e transtornos possuem dificuldades a serem enfrentadas todos os dias, porém, no passado, estes não possuíam apoio externo, o que dificultava, também, as relações com o grupo. Ao pensarmos em transtornos, o autismo surge como um fator exclusivo, que afeta muitas pessoas e ainda não possui consentimento de todos.

Como dito, a exclusão social e a grande dificuldade de inserção enfrentada por indivíduos portadores de transtornos não é recente, porém, o autismo só foi considerado síndrome há algumas décadas, visto os diferentes graus que tal doença pode manifestar, além de possuir características diferentes em cada pessoa, assim, o diagnóstico torna-se complicado e incapaz de afirmar totalmente a manifestação da doença. Por isso, o empenho social para amenizar as diferenças entre indivíduos e portadores é primitivo, ou seja, não é sabido como lidar perfeitamente com esta situação, portanto, cada Instituição Social, busca da melhor forma inserir este deficiente em seu meio, tanto através de acompanhamento profissional, como psicólogo, cuidador, ou responsável, quanto dando-lhes amparo no momento em que estes buscam por independência, atribuindo para eles um papel social para ser realizado em seu dia a dia.

É fato que poucos autistas possuem igualdade no cotidiano ao compararmos com outros indivíduos, uma vez que o transtorno traz consigo dificuldades de comunicação, expressão, físicas e psicológicas, logo, leis foram criadas para garantir que a sociedade não atente para a doença como uma diferença, mas para que esta busque ajudá-los e, no possível, dar-lhes uma vida normal.

Seguindo novamente o pensamento de Durkheim, ao exercerem suas funções sociais, é possível que a sociedade seja coesa e assim solidária, consequentemente, conclui-se que indivíduos não podem deixar de lado a vivência social pois esta é a melhor maneira de apaziguar as diferenças, uma vez que, caso o portador não busque pelo fim dos desafios, estes se manterão ou até mesmo aumentarão. Ademais, a fim de contribuir com esta luta, é necessário que o Estado dê apoio para indivíduos afetados pelo autismo, trazendo programas sociais e incentivos de ingressão à escola, além disso, cabe a sociedade manter a neutralidade e juntamente com o governo, combater a exclusão.