Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil
Enviada em 06/08/2018
Combate à inércia perante crianças autistas
A educação se insere na civilização a partir do povo grego: em Esparta, as crianças eram instruídas acerca de princípios militares. Outrora, os jesuítas catequizaram os nativos do Brasil. Diferentemente desses exemplos, a atual Carta Magna brasileira garante a educação como um direito social. Aos portadores de autismo rege a mesma lei. Todavia, por diversas razões, comumente, eles enfrentam barreiras nas escolas, como o preconceito geral.
O transtorno autista é captado logo nas primeiras idades da vida. Desde então, o indivíduo sofre com dificuldades no relacionamento interpessoal em decorrência da sua comunicação anômala. Como conseguinte, a criança pode não gozar da vontade de frequentar a escola, afinal, eles tendem a se isolarem dos demais à medida em que apresentam pensamentos e comportamentos atípicos. Desta forma, a convivência com estes indivíduos torna-se mais penoso aos colegas e professores do que usualmente.
Concomitantemente aos espartanos, os portadores não cultuam a oratória. O laconismo desses gregos - ato de falar pouco e em breves palavras - se assemelha às atitudes das crianças autistas. Assim, para eles, o ambiente escolar torna-se, de fato, um despautério. As atividades rotineiras não lhes agradam, outrossim, os possíveis colegas impacientes e preconceituosos.
Diante dos fatos supracitados, é exequível ao Ministério da Educação um olhar especial às crianças e adolescentes autistas, por meio da promoção de palestras de conscientização. Deixá-los à mercê do isolamento é um sacrílego. À guisa de mudar o status quo dos seus filhos, os pais têm ímpar na inserção social da sua prole. A difícil missão de inseri-los na escola é amenizada perante a proximidade entre pais e professores que, atuando em conjunto, podem estimular o convivo mais harmonioso no ambiente de ensino.