Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil
Enviada em 01/08/2018
Desde o iluminismo entende-se que uma sociedade só progride quando um se mobiliza com o problema do outro. No entanto, quando se observa a precária condição recursos ofertada aos autistas no país verifica-se que esse ideal iluminista é constatado na teoria e não desejavelmente na prática e a problemática persiste intrinsecamente ligada a realidade do país. Nesse contexto torna-se clara a ineficiência de estruturas especializadas no acompanhamento desse público, bem como o entendimento acerca do papel social desse arranjo.
É indubitável que a questão constitucional e sua aplicação estejam entre as causas do problema. Tal fato se reflete nos escassos investimentos governamentais em pesquisa e desenvolvimento, medidas que tornariam possível maneiras de tratamento para pessoas com transtorno do espectro autista, através desses meios seria realizável a participação desse grupo na sociedade.
Outro ponto relevante, nessa temática, é o preconceito do corpo social que ainda é agente ativo na segregação dos autistas frente ao meio sociável. Um exemplo disso é a difícil comunicação de uma pessoa normal com uma outra que possui o espectro autista, simplesmente pelo preconceito de achar que um autista é uma pessoa que sofre de uma deficiência intelectual, quando na verdade não sofre. O pensador Nicolau Maquiavel sustenta a ideia que os preconceitos têm mais raízes do que princípios. Assim, uma mudança nos valores sociais é imprescindível para transpor as barreiras à criação da inclusão social.
É evidente, portanto, que ainda há entraves para garantir a solidificação de políticas que visem um mundo melhor. Para que isso ocorra o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicação (MCTIC) por meio do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT) deve investir em pesquisas nas universidades com alunos da área da saúde com o intuito de desenvolver medidas que tornem possível o tratamento para pessoas com TEA no país. Ademais, como já dito pelo pedagogo Paulo Freire, a educação transformam as pessoas e estas mudam o mundo. Logo o Ministério da Educação e Cultura (MEC) deve instituir, nas escolas, palestras ministradas por autoridades de saúde e educação que discutam a pluralidade social para com os autistas.