Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil

Enviada em 31/07/2018

A Magna Carta brasileira, de 1988, garante direito à vida, à igualdade e à educação para todos. Todavia, a prática deturpa a teoria, uma vez que se observa a falta de inclusão dos portadores de autismo. Nesse contexto, a problemática persiste intrinsecamente ligada à realidade do país, seja pelo inoperância estatal, seja pela negligência no âmbito escolar.

Mormente, é indubitável que a questão constitucional esteja entre as causas do problema. Segundo Aristóteles a política deve ser utilizada, de modo que, por meio da justiça o equilíbrio seja alcançado na sociedade. Analogamente, o Estado rompe com tal harmonia, tendo em vista à falta de subsídios financeiros para auxiliar no campo de pesquisas sobre o Transtorno de Espectro Autista, fato aliado as empresas, que mesmo adotando cotas para tal deficiência, não fazem as adaptações esperadas. Com isso, afeta diversos aspectos, como a socialização e a própria inclusão dos autistas.

Além disso, consta-se as escolas como impulsionadora da problemática. De acordo com Durkheim, seguindo a Teoria Funcionalista, afirma que as escolas e a família são as base para educação cidadã. Nessa perspectiva, em muitas escolas, ambientes que compõem a essência da formação cidadã, não se verificam profissionais qualificados para adaptarem alunos portadores de TEA, aliado com a falta de uma educação voltada para inclusão e participação. Por consequência, como a condição autista não é discutida em sala, muitas crianças acabam sofrendo preconceito e retaliação dos colegas no ambiente educacional.

Torna-se evidente, portanto, que há entraves para garantir a inclusão do autista na realidade brasileira. Em razão disso, cabe ao Tribunal da União, direcione capital, que por intermédio do Poder Executivo, será revertido na criação de projetos de pesquisa, como centros de tratamento, bem como a profissionalização de psicólogos para auxiliar autistas em empresas. Ademais, cabe ao Ministério da Educação, a criação de cursos, palestras, com o fito de capacitar tutores para mediar os conteúdos, dando suporte e impedindo situações de bullying. Aliado a isso, a mídia deve divulgar mais informações, por meio das redes socais, com intuito que a sociedade se mobilize e crie uma cultura de inclusão. Dessa forma, afirmaremos nossa condição de Estado Democrático de Direito e a premissa ao qual todos somos iguais em direitos.