Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil

Enviada em 03/08/2018

O Transtorno do espectro autista (TEA) ainda é muito pouco conhecido, porém está cada vez mais presente na sociedade. Devido o pouco que se sabe deste tema, é muito difícil tratar essas pessoas, pois seus sintomas vão de moderados à severos. E mais difícil do que tratá-los é incluí-los na sociedade.

Segundo o doutor Drauzio Varella, na década de 80 especialistas estimavam que existia 1 criança autista a cada 2000 crianças, em 2013 estimou-se que havia 1 autista para cada 100. Isso, demonstra o quanto o autismo se faz atuante no cotidiano da população.

Algumas pessoas não falam, não andam, são totalmente dependentes de seus pais ou parentes próximos, não se alimentam normalmente, não interagem com a sociedade. Esses são alguns sintomas do TEA e suas consequências são várias, como reclusão, depressão, ansiedade, entre outras. E não existe um tratamento resolutivo, cada caso é analisado individualmente e tratado.

O tratamento é bastante dificultado devido não saber o que ocasiona o TEA, e a inclusão desses indivíduos é muito complicada, as escolas não estão preparadas para lidar com essas crianças, o SUS não oferece um acompanhamento de qualidade e para todos, além do mais, é dificultada a inserção desses jovens no mercado de trabalho, e até mesmo numa relação afetiva entre casais.

Diante disso, cabe ao governo federal oferecer cursos de capacitação para profissionais da educação, para as escolas oferecerem uma educação inclusiva, também compete à esse órgão oferecer múltiplos profissionais para cuidar dos autistas, como fisioterapeutas, fonoaudiólogos, entre outros. Já compete aos governos municipais oferecerem incentivos para que as empresas contratem profissionais com TEA, por meio de subsídios em impostos.

E por fim, cabe a cada cidadão, se conscientizar e saber respeitar cada diferença das pessoas autistas, visando um Brasil melhor.