Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil

Enviada em 29/07/2018

É indubitável que a inclusão de pessoas com autismo no Brasil é deficitária, tendo em vista que o conhecimento entorno dessa doença é precário. Nessa conjuntura, é tácito considerar que os indivíduos autistas sofrem com a discriminação e falta de adaptação das escolas para atender as necessidades das crianças que possuem tal doença. Portanto, é de suma importância analisar os entraves supracitados e verificar formas de reverter esse cenário, visando promover uma qualidade de vida aos autistas.

Primeiramente, é imperante destacar a concepção do educador brasileiro Paulo Freire acerca da inclusão, uma vez que esta só é alcançada quando se aprende com as diferenças e não com as igualdades. Nesse aspecto, certifica-se que este pensamento conduz a reflexão acerca da educação segregacionista brasileira hodierna que não utiliza as individualidades como forma de aprendizado. Vale ressaltar, também, que os autistas são descriminados e excluídos no ambiente escolar por falta de entendimento, intrínseco culturalmente,  acerca de sua condição. Nesse caso, a escola deve-se adaptar para atender esses indivíduos.

Outro aspecto a ser debatido nessa discussão é o fato de que as pesquisas sobre essa doença são extremamente atrasadas. No que tange essa conjuntura, referencia-se que o autismo só passou a ser considerado doença pela Organização Mundial da Saúde em 1993. Sob esse ângulo, pode-se afirmar que a tardia classificação afetou diretamente no andamento dos estudos. Mediante os fatos expostos, é justamente a carência de conhecimento que ocasiona na frágil assistência médica aos doentes e no preconceito observado no contexto atual.

Diante dessas reflexões, buscar alternativas à resolução dessa problemática é de responsabilidade governamental e social. Isto posto, torna-se necessário que o Ministério da Educação promova palestras de cunho conscientizador nas escolas públicas sobre a importância da aceitação às diferenças no ambiente escolar, visando diminuir a exclusão e discriminação dos autistas. Além disso, cabe a este órgão atua com a capacitação dos profissionais acadêmicos para o melhor atendimento das necessidades dos indivíduos portadores do espectro autista. Nessa lógica, espera-se, também, que o Ministério da Saúde destine verbas para as pesquisas entorno dessa doença, estabelecendo como meta a melhora na qualidade de vida dos doentes. Uma nação que respeita a dignidade humana possui, de maneira análoga, progresso.