Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil
Enviada em 08/08/2018
Na história em quadrinhos da Turma da Mônica — literatura de Maurício de Sousa — ocorre a inclusão social de personagens portadores de deficiências. No Brasil, no entanto, os autistas enfrentam uma realidade excludente e descapacitada, devido à desinformação e ao preconceito.
A Organização Mundial da saúde (OMS) afirma que, hordiernamente, uma a cada setenta pessoas é portadora do Transtorno do Espectro Autista (TEA). Entretanto, por ser uma síndrome recente, há desinformação, de maneira que propicia a carência de discussões na mídia e nas instituições de ensino acerca das características e necessidades do indivíduo. Diante disso, as famílias não reconhecem o transtorno e, por conseguinte, é ocasi-onado um diagnóstico tardio, prejudicando o tratamento psicológico. Ou-trossim, em virtude do Sistema Único de Saúde (SUS) ser deficitário, os re-cursos terapêuticos tornam-se limitados a elite.
Em decorrência disso, é dificultado o acesso a educação de qualidade, de modo que confronta a Constituição Cidadã de 1988, pois ocorre a re-jeição das matrículas de autistas, visto que o ambiente escolar é incapaz de atender à complexidade da síndrome ,principalmente, em razão do obstáculo relacionado à comunicação. Ademais, o corpo social, por desco-nhecer, associa as atitudes do deficiente à má criação e, assim, provoca o constrangimento aos familiares. Dessa forma, é propiciado o isolamento e a discriminação, uma vez que de acordo com o filósofo Émile Durkheim, o homem, além de ser o formador da sociedade, é um produto dela.
Evidencia-se, portanto, que a exclusão do autista é resultado de fatores sociais desarmônicos. Por isso, cabe ao Ministério da Saúde possibilitar a disseminação de informações relacionadas ao comportamento derivado da síndrome através da mídia, já que é o principal veículo informacional, com o propósito de minimizar o reconhecimento tardio e a discriminação. Para-lelo a isso, a escolas devem garantir a capacitação dos professores por meio de cursos onlines e palestras com psiquiatras, com o intuito de pro-porcionar um desenvolvimento igualitário e solidário.