Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil

Enviada em 25/07/2018

Conforme estabelecido pela Carta Magna brasileira, todos os cidadãos possuem direito à educação e à dignidade humana. No entanto, isso não é efetivado pelo Poder Executivo e pela sociedade, tendo em vista as dificuldades de inserção dos autistas no âmbito escolar e no meio social. De acordo com dados do CDC (Center of Diseases Control and Prevention), há alguns anos 1 a cada 500 crianças tinham autismo. Hoje, 1 a cada 100 crianças possuem a condição, o que denota o aumento dos casos em todo o mundo. Nesse sentido, é cabível enfatizar como a negligência governamental aliada ao preconceito são fatores corroborativo na problemática em questão no Brasil.

Consoante ao filósofo Jonh Locke, em contrato social, o Estado deve garantir que os cidadãos gozem de seus direitos imprescindíveis. No país, essa harmonia é quebrada no que tange a formação educacional dos autistas à medida que a especialização de professores e a adequação das escolas para receber autistas não é uma realidade. Prova disso, é que de acordo com o jornal O Dia, metade das crianças que possuem o TEA( Transtorno do Espectro Autista), está fora da escola. Dessa forma, torna-se cada dia mais difícil a inclusão de pessoas com autismo no Brasil.

Na série Atypical, o personagem principal, Sam Gardner, tem autismo. A série retrata os obstáculos de Sam no dia a dia, sendo o bullying na escola um dos principais. Não tão longe da realidade, muitos autistas são vítimas de preconceito por parte da sociedade. É indubitável que, por desconhecimento da condição do autista, as pessoas tendem a  exigir um tipo de comunicação da qual eles não são capazes de desenvolver. Além disso, é válido salientar que apesar de existir uma lei que garanta a inserção de pessoas com deficiência numa empresa, essas empresas, muita das vezes, não fazem adaptações necessárias para ajudar na permanência dos indivíduos com autismo, e assim, é posto mais um obstáculo na inclusão dos autistas.

Torna-se evidente, portanto, que os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil configuram um grave problema social que precisa ser revertido. Nesse sentido, é imperioso que o Ministério da Educação capacite todos os educadores para lidarem com alunos que possuem essa condição a fim de estabelecer diretrizes a serem seguidas para que a inclusão de pessoas com TEA torne-se uma realidade e o preconceito seja mitigado. É imperativo, também, que por meio de estímulo e tratamento adequado, os autistas assumam funções importantes e desse modo, possam contribuam para o crescimento das empresas. Deve haver, portanto, maior sensibilização e conscientização para que eles consigam tais oportunidades.  Nessa conjuntura, os direitos dos autistas estarão garantidos de acordo com a Constituição Federal de 1988.