Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil

Enviada em 25/07/2018

A arte que imita a vida

Nas histórias em quadrinhos X-men, mutantes eram civis com anomalias genéticas excluídos da sociedade, que ao encontrarem os devidos treinamentos reconheceram seu potencial em meio à diferença. Hodiernamente, como a arte imita a vida, o mesmo cenário de exclusão é identificado no Brasil, com autistas sendo colocados à margem da sociedade, seja pela falta de informação da população sobre a doença ou o não amparo do governo às minorias autistas.

Primeiramente, é importante ressaltar que nenhuma exclusão social é voluntária. A não inclusão dos autistas respalda-se na falta de preparo dos profissionais que acompanham-os desde a educação básica e na ausência de informação lecionada aos civis normais, que quando pequenos podem perpetuar brincadeiras preconceituosas e ocasionar traumas irreversíveis em autistas. Prova disto é o número de adultos com traumas adquiridos na infância ou ensino básico.

Ademais, o não investimento governamental em pesquisas sobre o Autismo deixa os carentes desesperançosos. A falta de conhecimento sobre a influência dos variados graus da síndrome e sua expressão nas fases da vida dificulta o tratamento, pois não há como combater eficientemente algo pouco conhecido. Segundo Platão, o importante não é viver, mas sim viver bem, e qualidade de vida está diretamente relacionada a saúde física e mental.

Destarte, ações são cruciais para resolver o ímpasse. A criação de hospitais voltados para o público autista, pelo governo federal através das verbas do ministério da saúde, com pesquisas realizadas sobre a doença, atendimentos psíquicos e centros de lazer nos limites da propriedade aliado a ação do poder publico com iniciativas publico-privadas que crie propagandas conscientizando a população sobre o autismo, é imperioso para resolver este quadro. Só assim, através de educação e tratamento, evitaremos o isolamento do publico autista como no caso dos X-Mens.