Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil
Enviada em 24/07/2018
O livro ‘‘Forrest Gump: O Contador de Histórias’’ comprova que a inclusão de pessoas com autismo sempre foi um desafio. No Brasil atual, a realidade não é diferente; e a falta de direitos básicos e de informação sobre o autismo impedem a solução desse problema. Diante disso, cabe discutir formas para solucionar esse empecilho encontrado na sociedade brasileira atual.
Primeiramente, é preciso destacar que a Constituição Cidadã de 1988 garante direitos básicos, como a educação inclusiva de qualidade, aos deficientes, todavia, o Poder Executivo não efetiva esse direito. De acordo com Aristóteles no livro “Ética a Nicômaco”, a política serve para garantir a felicidade dos cidadãos, logo se verifica que esse conceito encontra-se deturpado no Brasil à medida que falta professores especializados e há uma inadequação das escolas ao receberem alunos autistas, fazendo os direitos permanecerem no papel.
Além disso, a falta de informação pode ser uma das respostas à dificuldade de incluir pessoas com autismo no Brasil, pois, tudo aquilo que é desconhecido causa medo. Essa falta de informação sobre a doença se evidencia pela inclusão do autismo como doença apenas em 1993, na Classificação Internacional de Doenças da Organização Mundial da Saúde, segundo dados da USP em 2018.
Fica claro, portanto, que medidas são necessárias para resolver esse problema. Sendo assim, cabe ao Ministério da Educação criar um projeto para ser desenvolvido nas escolas o qual promova realizar debates e campanhas de alerta, para conscientizar a população sobre o autismo. Ademais, o Poder Público deve investir em capacitação de profissionais da educação especializados no ensino inclusivo e às melhorias estruturais nas escolas, com o objetivo de oferecer aos autistas uma formação mais eficaz. Desse modo, a realidade distanciar-se-á das estórias narradas por escritores de livros.