Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil

Enviada em 19/07/2018

O longa-metragem “Meu filho, meu mundo”, de Glenn Jordan, narra a reação de uma família ao receber o diagnóstico de autismo em seu filho Raun, e a busca por soluções frente à essa situação. Eles decidem, então, estudar uma forma de mergulhar no Universo do filho, e tentar ajudá-lo. Entretanto, na contemporaneidade brasileira, é perceptível que as vítimas dessa patologia são condicionadas à invisibilidade e negligência social.

Nesse cenário, um dos vetores reside no âmbito educacional. Os autistas devem estudar em escolas regulares, pois é um direito garantido em lei. Todavia, as instituições de ensino não são preparadas, estrutural e didaticamente para recebê-los, atendendo as todas exigências desse decreto. Como substrato disso, percebe-se que metade das crianças autistas estão fora da escola no estado do Rio de Janeiro, segundo pesquisas do jornal O Globo.

Outro condutor dessa mazela recai sobre a  sociedade. Por causa da ausência de informações sobre o autismo, muitos indivíduos praticam o preconceito para com as vítimas da doença. Por não ser um transtorno identificado visualmente, os padecentes são confundidos com “aproveitadores”, por fazer uso de uma fila preferencial. O produto de tal assertiva é que tais demonstrações de discriminação são totalmente prejudiciais ao desenvolvimento dos autistas.

Depreende-se, portanto, que há necessidade de reeducação social premente. Para isso, a escola tem papel fundamental, contratando monitores que auxiliem as crianças autistas e fazendo flexibilizações curriculares, para que sejam atendidas as carências das mesmas. Por sua vez, a mídia também pode contribuir através de campanhas publicitárias que explane em geral tudo o que diz respeito ao autismo, para que haja conscientização popular sobre o problema, e as pessoas saibam com agir com as vítimas. Logo, essa mazela será gradativamente vencida.