Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil
Enviada em 18/07/2018
Segundo Albert Einstein, é mais fácil desintegrar um átomo do que um preconceito enraizado. Deste modo, os autistas sofrem diariamente devido sua condição atípica e diferenciada, ora no âmbito educacional e profissional, ora socialmente.
Em primeiro plano, a conquista em dezembro de 2012 com a lei para os indivíduos com TEA (Transtorno do Espectro Autista), representa grande avanço sobre os direitos e melhor integração desse grupo na sociedade. Nela, a política de cotas permitiu o ingresso dos afetados no mercado de trabalho e em número crescente, segundo a revista EXAME. Todavia, o ensino básico ainda é debilitado, como a Thalita Gelenske, empreendedora e fundadora da empresa Blend Edu, enunciou: dos 2,2 milhões de professores que trabalham com a educação básica no Brasil, apenas 97 mil têm especialização para lidar com alunos com alguma deficiência.
Essa especialização se dá pela variedade de sintomas que eles podem apresentar e desencadear num momento repentino, como auto-mutilação, choro, agressões e principalmente o isolamento, reforçados pelo médico e cientista Drauzio Varella. Exemplificado na série “Atypical”, o indivíduo com TEA apresenta grande desconforto ao estar envolto por muitas pessoas e ao manter contato visual por muito tempo, o que dificulta a interação social e propicia a exclusão. Além disso, atitudes preconceituosas como o ocorrido esse ano numa agência bancária, onde foi negado o acesso prioritário ao deficiente seguido de ofensas como “amarra esse doentinho”, só favorecem essa condição de isolamento social.
Urge, portanto, que o Ministério da Educação atue com projetos e atividades diferenciadas voltadas ao estudante com TEA, aliado à mídia para conscientizar através de programas culturais e de novelas, para atingir várias parcelas da sociedade; além disso, ter-se-á mais investimento das prefeituras com a verba da educação em especializações do docente, além de disponibilizar mais vagas às escolas públicas e especializadas nesse transtorno para quiçá promover o bem estar social.