Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil
Enviada em 18/07/2018
O autismo é um espectro de condições neuropsicológicas, cujos sintomas - que afetam de modo negativo, principalmente, a capacidade de abstrair conceitos e de interagir socialmente com outros humanos - surgem no início da infância. Esta síndrome torna-se uma problemática maior quando considera-se o desafio, composto por fatores externos e internos ao indivíduo, que proporciona à inclusão do autista na sociedade.
Por ser um transtorno psicológico que manifesta-se no período da vida em que as habilidades que debilita são cruciais para o desenvolvimento social e cognitivo do infante, o autismo dificulta drasticamente a inserção no meio social, sendo muito evidente em instituições de ensino. Esta dificuldade existe pela união de fatores próprios do indivíduo - as debilidades impostas pela síndrome - e de fatores externos a ele, que são, majoritariamente, o preconceito e a falta de aptidão do ambiente educacional para facilitar e promover a inclusão.
Apesar de haver políticas públicas no Brasil que favorecem a integração do autista à sociedade e às instituições educacionais, sua completa inserção depende principalmente de dois elementos: o meio em que está inserido e quem está ao seu redor. Um exemplo seria a entrada de um autista em um colégio regular, não especializado, onde ficaria à mercê de uma boa recepção por parte dos alunos, que poderiam ou não ser preconceituosos, e seu ensino não seria otimizado, uma vez que o autismo dificulta a interpretação de assuntos abstratos e de tópicos que requerem formas de abstração - como metáforas e inúmeros conteúdos de matemática. Portanto, sem o devido acompanhamento, o desenvolvimento cognitivo e social do indivíduo autista torna-se frágil e retardatário, dado que carecem de estímulos adequados para o aperfeiçoamento de suas habilidades debilitadas.
Diante dos fatos expostos, torna-se evidente a necessidade de se criarem medidas para que a inclusão de pessoas com autismo não seja um desafio. Para isso, cabe às famílias sem autistas conscientizarem seus filhos através do diálogo, para difundir na sociedade o conhecimento sobre tal síndrome e evitar que haja preconceito e discriminação, e cabe às famílias com autistas incentivar e instigar a comunicação e a socialização de seus filhos por meio de atividades, como jogos e brincadeiras com outros indivíduos, para que consigam desenvolver suas capacidades comunicativas e adaptarem-se à sociedade. Além disso, é de suma importância por parte das instituições de formação de docentes educarem os futuros profissionais para que sejam aptos ao ensino à autistas, com o fito de criar professores que saibam lidar com a inclusão ao ambiente educacional, fazendo com que os colégios se tornem um ambiente favorável para a formação sublime do cidadão autista.