Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil

Enviada em 11/07/2018

A imposição de padrões rígidos de certo e errado e a busca por verdades absolutas impedem que parte da sociedade conviva com as diferenças. Essa visão etnocêntrica resulta numa pretensa superioridade, capaz de causar exclusão social, ou até mesmo agressões físicas, como no caso da violência contra pessoas com autismo no Brasil. Isso ocorre devido ao precário sistema educacional, pautado na competitividade, e também do posicionamento do governo diante desse infortúnio.

A princípio, percebe-se que o sistema educacional brasileiro é conteudista, mecanizado. Essa forma educação, segundo o educador Paulo Freire, induz o ser humano ao individualismo, deixando-o pouco preocupado com a situação alheia, principalmente em questão de inclusão social de pessoas com autismo, por exemplo. Nesse sentido, praticas de intolerância, que tem como objetivo a defesa de verdades absolutas e a manutenção da relação de poder perpassam os mais variados ambientes, entre os quais o familiar.

Em segundo plano, o  governo economiza em mecanismos que antecipem as problemáticas relacionadas a inclusão social, apesar de que, na Constituição Federal, de 1988, exista a garantia de igualdade a todos os brasileiros. Contudo, a falta de uma legislação que obrigue a presença de pessoas especializadas nas escolas, com intuito de promover a integração de pessoas com necessidades especiais, garantindo, assim, seu ingresso nas relações sociais.

Urge, portanto, a necessidades que indivíduos e instituições públicas cooperem para mitigar as dificuldades que pessoas com autismo encontram diariamente. Dessa forma, é necessário que o Ministério da Educação desenvolva projetos educacionais, voltados para conscientização social,  junto às mídias de massa, com discussões capazes de quebrar visões preconceituosas, levando, destarte, a inclusão  social de pessoas com autismo, por exemplo.