Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil
Enviada em 10/07/2018
No ano de 1729 o Iluminismo consolidou a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão, no qual garantia dignidade a todos. No entanto, a sociedade brasileira ainda é incapaz de garantir o pleno direito social às pessoas com autismo, o que provoca segregação e prejudica o tratamento dessa classe no Brasil.
Nesse contexto, a falta de informação referente ao transtorno do espectro autista gera preconceito e o isolamento do grupo em comunidade. A partir disso, é possível relacionar o conceito de superficialidade das relações humanas formulado pelo filósofo Zigmunt Bauman com a dificuldade de vínculo com os indivíduos autistas na sociedade. Dessa maneira, o pouco conhecimento acerca do autismo é um empecilho para a união desse grupo ao convívio social em âmbito brasileiro.
Além disso, a negligência do tratamento do autismo compromete e dificulta o diagnóstico antecipado. Nessa perspectiva, segundo a Organização Mundial da Saúde, aproximadamente dois milhões de pessoas possuem autismo no país e a identificação do transtorno na infância pode melhorar o desenvolvimento na comunicação e no comportamento interativo da criança. Assim, as pessoas que enxergam a realidade de forma diferente enfrentariam menos desafios na vida adulta, uma vez que foram preparadas para a interação.
Infere-se, portanto, que os problemas para a inclusão dos autistas se dá, principalmente, pela pouca informação da população. Logo, é imprescindível a atuação do Governo Federal em conjunto a mídia na disseminação de propagandas que explicam a importância do respeito e do conhecimento acerca da escolha terapêutica mais adequada. Ademais, a população civil deve cobrar o cumprimento da lei que assegura a plenitude do acesso à saúde inclusiva presente na constituição de 1988 com a ajuda de Organizações não governamentais para que a dignidade dos autistas seja enfim garantida na sociedade contemporânea.