Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil
Enviada em 10/07/2018
A busca por acessibilidade vem sendo tema de várias campanhas que se expande em: dias mundiais, comerciais de TV, assuntos acadêmicos e até mesmo em conflitos de novela. Contudo, o objetivo parece ser inviável e mesmo com todos os meios existentes de expor o transtorno, o autismo permanece sendo alvo de incoerência e inacessibilidade, este por meio da sociedade e da falta de ação política, aquele por carência de palestras e campanhas frequentes e objetivas.
Apesar de haver o Dia Mundial de Conscientização do Autismo, tanto no meio educacional quanto no social, há uma ignorância que gera o preconceito. Geralmente o autista é considerado como um ser invalido e que requer uma atenção total de seus responsáveis, mas há casos em que o diagnosticado consegue ter uma vida comum e até mesmo independente.
No autismo não há apenas um grau, a síndrome é fragmentada em vários níveis que apontarão as necessidades particular do indivíduo, essas que devem ser urgentemente respeitadas e obrigatoriamente acessíveis primeiramente nas escolas, sendo a comunicação verbal a primeira forma para reconhecer o transtorno, a escolaridade é uma fase importante para o desenvolvimento e o tratamento do autista e ela não deve ser restrita e sim abrangida.
Na base escolar, tanto o aluno autista quanto os seus colegas, aprenderão mais com o convívio e o mundo singular será visto como mais uma excentricidade do ser homem, o respeito será enraizado, mas para que isso ocorra, o poder legislativo deve ser respeitado juntamente com o governamental e o social, este e esse com o suporte daquele, devem ser totalmente responsáveis pelos meios acessíveis para que um autista, hoje adulto, tenha o direito de ir e vir sem entremeios. Nos casos mais complexos como dos níveis mais avançados onde a independência é irreparável, o responsável pelo autista deve ter pontos acessíveis de educação, saúde e apoio.