Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil
Enviada em 10/07/2018
A Constituição Federal de 1988,norma de maior hierarquia no sistema judicial brasileiro,assegura,no artigo 24,a proteção e integração social das pessoas com deficiência.Entretanto,esse artigo não é posto em prática,uma vez que,na sociedade existe preconceito e dificuldade de lidar com àqueles que apresentam algum tipo de déficit mental,como o autismo.Diante disso,deve-se analisar como a negligência do poder público e a discriminação social provocam tal problemática.
O descaso do poder público é o principal responsável pela dificuldade de integração do autista no corpo social.Isso acontece,porque os meios educativos são limitados,uma vez que há ausência de profissionais capacitados para lidar com essa população e,de fato,não há como incluir crianças especiais no ensino regular,sem apoio especializado,que ofereça aos professores,orientação e assistência,como já ocorre na Escola Inteligente de Augusto Cury.Consequentemente,tal situação corrobora para a exclusão dos jovens com TEA,impossibilitando assim,a criação de laços afetivos e interação dos mesmos com a população.
Atrelada à negligência do poder público,a discriminação da sociedade também é um desafio para a inserção de pessoas com Transtorno do Espectro Autista na comunidade brasileira.Isso ocorre porque,conforme defende Zygmunt Bauman em sua obra ‘‘Modernidade Líquida’’,as pessoas estão ficando cada vez mais individualistas e menos empáticas.Muitos indivíduos por exemplo,repudiam tudo o que,de acordo com seu conceito,classificam como ‘‘anormal’’ e,com isso,acabam tratando de forma indiferente pessoas que portam alguma deficiência.
Consoante ao mencionado,fica evidente que existem obstáculos para concretizar a introdução do autista na sociedade brasileira.O filósofo,Aristóteles,afirmava que a educação capacita o homem para a sociedade,assim,o Governo deve efetivar melhorias na infraestrutura escolar