Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil

Enviada em 08/07/2018

De acordo com Max Weber, assim como a sociedade pode mudar o indivíduo, o indivíduo também pode mudar a sociedade. Nessa perspectiva, Estado e cidadãos devem se unir para combater os desafios que impedem a inclusão dos portadores de autismo no Brasil. Para isso, é imprescindível discutir a intolerância como reflexo da má educação do povo brasileiro e a falta de compreensão do papel dos autistas no meio social em que vivem.

A princípio, é de fundamental importância tratar a intolerância, causa primeira da ausência de inclusão das pessoas com autismo no país, através da educação. Uma vez que, seguindo o pensamento da primeira deficiente visual e auditiva a se graduar em licenciatura e atuar como escritora, Helen Keller, o maior produto da educação é a tolerância. Nesse sentido, para desconstruir a mentalidade preconceituosa que perpetua a exclusão dos autistas no Brasil, torna-se necessário educar a população para acolher os portadores de autismo com igualdade, como qualquer outra pessoa. Desse modo, mediante aparato educativo, a nação ensinará a seus cidadãos que todos devem ser tratados com dignidade e respeito, sem discriminação.

Sob outra óptica, é válido ressaltar a visão deturpada que os autistas têm sobre sua função na sociedade. Os portadores de autismo se vêem como inúteis e não se sentem inseridos no meio social, haja vista que não se enxergam parte da vida em coletividade. Por conseguinte, não conseguem se imaginar tendo uma vida normal como as outras pessoas, aumentando assim os sentimentos de inutilidade e isolamento presentes em seus pensamentos. Por isso, é urgente mudar esse tipo de mentalidade a fim de permitir que as pessoas com autismo se sentam incluídas por meio da ressignificação da suas vidas.diante da sociedade, dando um novo sentido a elas.

É seguro afirmar, portanto, que medidas sejam realizadas par mudar esse cenário de intolerância e incompreensão. Para tanto. Ministério da Educação, em parceira com ONGs que militam nessa área, leve às escolas, locais de trabalho e praças uma campanha que atue através de palestras, conversas com psicólogos e pedagogos e atividades recreativas sobre a importância de promover a inclusão dos autistas, com o objetivo de educar as pessoas a tratarem os portadores de autismo sem discriminação, combatendo, assim, a intolerância. Ademais, é necessário que a mídia, sendo esta um setor socialmente engajado, inclua em suas novelas e séries discussões sobre a participação ativa da pessoa com autismo na sociedade e sua capacidade de viver como qualquer outra pessoa no ambiente social, como pode ser visto no desenho “Pablo”, protagonizado e dublado por autistas. Poder-se-á, dessa forma, por intermédio da união Poder Público e coletividade, garantir aos autistas inclusão efetiva.