Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil

Enviada em 06/07/2018

Em meio à vasta literatura brasileira, o Romantismo Indianista foi uma corrente que exaltou o sentimento nacionalista, valorizando aspectos do país. José de Alencar, o mais notável escritor dessa tradição, representava o Brasil, por vezes, como um país ideal para se viver. Entretanto, quando se observam as dificuldades da inclusão social dos autistas, percebe-se que essa visão é distante da realidade. Nesse âmbito, dois fatores são preponderantes: a incompreensão popular e a falta de investidas do governo.

Diante desse cenário, é valido ressaltar o pensamento do filósofo Platão, que afirmou, através do seu Mito da Caverna ( presente em seu diário socrático “A República”), que só é possível conhecer a realidade quando nos livramos das influências sociais e culturais. Sob essa óptica, os preconceitos enraizados na sociedade transformam-se em obstáculos à inclusão dos autistas, haja vista que esse grupo foi, outrora, rotulado de aberração.

Ademais, outro ponde relevante a esse tema é o conceito de modernidade líquida, de Zygmunt Baumam, que explica a queda das atitudes éticas pela fluidez dos valores. Desse modo, o sujeito, imerso nesse panorama líquido, acaba por perpetuar a segregação e o preconceito contra autistas. Em vista disso, é indubitável que o Estado deve intervir, como não tem feito, para alcançar alguma transformação positiva na sociedade.

Portanto, diante das informações supracitadas, fica claro que são grandes os desafios na inclusão dos autistas, mas eles podem ser superados. Para isso, o governo, que tem por função regrar a sociedade, deve promover palestras ministradas por sociólogos e psicólogos sobre a necessidade da aceitação dos autistas. Tais palestras devem ser divulgadas pela mídia, que possui muita influência sobre a população, e devem ocorrer em escolas, faculdades e locais públicos. Destarte, esses educadores passarão informações às pessoas, por meio de dinâmicas, debates e apresentações, com o intuito de induzi-las à boa conduta em relação aos autistas, para que, assim, o sonho dos românticos possa se realizar.