Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil
Enviada em 06/07/2018
De acordo com o Existencialismo, doutrina filosófica surgida na França, no século XX, a liberdade de escolha é refletida nas condições de existência do ser. Portanto, cabe ao homem ser responsável por suas ações. Porém, no Brasil, em pleno século XXI, ainda persiste os desafios e dilemas para a inclusão de pessoas com autismo - o que evidencia a falta de educação plena para um cidadão.
No Brasil, indubitavelmente, existe medida do governo para proporcionar aos cidadãos a conquista de uma sociedade digna. Pode-se mencionar, como por exemplo, a Constituição Federal vigente no país, cujo objetivo é garantir a todo e qualquer cidadão, independente de gênero, cor, raça, sexo e etnia, viver de forma digna e com direitos iguais. Isso, de certa forma, demonstra que há preocupação dos governantes em garantir o bem-estar social.
Medida pontual como essa, contudo, ainda não é o suficiente para atenuar o índice de pessoas autistas que sofrem os desafios da inclusão, pois devido a dificuldade de interação social, o que se observa na maioria das camadas sociais da nação é dificuldade em expressar emoções e obstáculos em relacionar pessoas autistas de pessoas normais, gerando uma espécie de preconceito - consequência do baixo nível educacional oferecido a maior parte da população. De acordo com estudos da Center of Deseases Control and Prevention - CDC - órgão ligado ao governo dos Estados Unidos, revela que uma criança a cada 100 nasce com o Transtorno de Espectro Autista. A verdade é que, enquanto a escola não for pautada nos princípios existencialistas, os comportamentos dos indivíduos dificilmente modificaram. Comprova-se isso pelo pensamento do filósofo francês, Jean-Paul Sartre, “o ser humano é livre e responsável; cabe a ele escolher seu modo de agir”.
Depreende-se, pois, que há necessidade de investimentos voltados à Educação Básica, já previstos pela Lei de Diretrizes e Bases , n° 9394/96. Portanto, é plausível que o Estado não apenas desenvolva projetos de inclusão social, mas também o Ministério da Educação em parceria com o Ministério da Cultura, adotem a disciplina de Inclusão Social e Formação Cidadã, desde a educação infantil, com a finalidade de incluir os autistas e desenvolver comportamentos sociais baseados na cidadania e equidade. Ademais, é dever do Estado investir em profissionais, valorizando e capacitando professores, no intuito de formar cidadãos mais comprometidos em garantir o bem-estar social como um todo. Se assim for feito, a maior parte da nação desfrutará dos princípios existencialistas defendidos por Jean - Paul Sartre, filósofo francês.