Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil

Enviada em 06/07/2018

Na Grécia antiga, na cidade-estado de Esparta -uma das primeiras organizações sociais- tinham como ideologia, de que qualquer indivíduo que nascesse com alguma deficiência mental ou física, deveria ser excluído da sociedade por serem desiguais. Consoante a isso, no Brasil essa realidade não é diferente, quando pessoas com autismo sofrem com o descaso governamental e a discriminação. Tornando assim, um enorme impasse a ser colocado em pauta.

Todavia, o pedagogo Paulo Freire dizia que, a intolerância é a incapacidade de conviver com o diferente. Sobe essa Ótica, pode-se constatar esse pensamento todos os dias no Brasil, já que no país há cerca de 2 milhões de autistas que sofrem constantemente com olhares de repulsão e todo o preconceito da sociedade, seja por não conhecerem ao certo o transtorno ou por não saberem lidar. Contudo, indivíduos portadores do transtorno, sofrem com a dificuldade de se comunicar e socializar. Destarte, acaba ocorrendo um bloqueio, sendo de fato exclusos do meio social.

Outrossim, é indubitável que há uma negligência de caráter governamental em relação à comunidade autista. Pois, não há uma divulgação de informações para a sociedade, dissertando sobre os mesmos, por um maior conhecimento e formas de socializar uns com os outros. É inexistente também, um investimento com intuito em acompanhamentos psicológicos, visando desenvolvimento e interação social. Permitindo assim, que a problemática persiste intrinsecamente na sociedade contemporânea, criando barreiras e desafios para inclusão destes.

Faz-se necessário, portanto, uma intervenção estatal e social para a resolução do impasse. Em primeiro plano, o governo em parceria com a mídia deve disponibilizar em canais abertos -para maior alcance- propagandas falando sobre o autismo e as formas de lidar com portadores. É preciso também, que haja um maior investimento em clínicas especializadas para cuidados psicológicos e comportamentais com os mesmos. Assim, a população estaria informada e os autistas preparados para se socializar. Em contrapartida, é de extrema relevância que a sociedade acolha-os, sendo permitido o ingresso dos mesmos nos meios sociais como: festas, escolas, shoppings e todos os demais ambientes, sem terem que ser vistos como diferentes e anormais da maneira que eram em Esparta. Desta forma, obteria na prática a inclusão dos autistas no Brasil, e o ser intolerante descrito por Paulo Freire, Seria algo distante da realidade brasileira.