Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil

Enviada em 05/07/2018

A frase atribuída a Monstesquieu, “A injustiça que se faz a um é uma ameaça que se faz a todos”, ilustra bem a situação do portador de autismo no Brasil. O autista, como qualquer minoria, lida com dificuldades de inclusão. Mesmo que os motivos possam ser os mais diversos, os principais acabam sendo a ignorância e a negligência quanto a questão, mas a experiência mostra que o quadro pode ser melhorado.

Precipuamente, a ciência já demonstra que o autismo afeta a capacidade de indivíduos (em maioria do sexo masculino) se comunicarem e desenvolverem intuição social. Assim, estando em ambiente escolar, profissional ou de livre interação, é possível haver isolamento do portador caso seus companheiros não sejam empáticos. Trazendo à tona a ideia de Montesquieu, a dificuldade de incluir socialmente o autista reflete como será tratado o caso de qualquer grupo desfavorecido no Brasil.

Ademais, visto a importância de um tratamento mais humano a essa minoria, deve-se salientar a importância de conscientizar diversos setores da sociedade, pois ele não está em um meio exclusivo durante a vida. Como exemplos de mudanças necessárias, pode-se citar que o empresariado nacional deve ver o potencial desse grupo, as escolas precisam promover mais interação entre portadores e não-portadores de autismo, os pais precisam preparar os filhos (tenham a condição ou não) pra convivência, entre outros aspectos.

Em vista desses fatores, pode-se progredir após o Ministério dos Direitos Humanos criar uma “Secretaria de Inclusão do Autista”, tendo uma plataforma online que divulgue ações voltadas a diversos segmentos sociais com fim de conscientização sobre o tema e que aceite sugestões do público. Assim poderá ser dado um passo para que a população como um todo se mova em prol da causa.