Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil
Enviada em 04/07/2018
Segundo Albert Einstein, físico teórico alemão, nós não podemos resolver um problema, com a mesma mentalidade que o criou. Contudo, quanto aos desafios da inclusão de pessoas autistas na sociedade, tais como o preconceito sofrido por eles e também a precariedade no atendimento especializado à pessoa autista, nota-se a ausência da aplicação prática dessa teoria.
Parafraseando o filósofo grego Aristóteles, o objetivo principal da política é promover um equilíbrio social. Destarte percebe-se que o atraso na instituição de políticas voltadas para a pessoa com autismo - a Política Nacional de Proteção à Pessoa com Trastorno de Espectro Autista data de 1990 - acabou por provocar o desamparo dessas pessoas tornando-as vulneráveis à prática da intolerância. Quebrando assim a harmonia suscitada por Aristóteles.
Outrossim, percebe-se que estabelecimentos como escolas, hospitais e etc. que, em tese, deveriam servir para beneficiamento geral, encontram-se despreparados para atender pessoas autistas.De acordo com Martin Luther King Jr., ativista negro estadunidense, “a injustiça em um lugar qualquer é uma ameaça à justiça em todo lugar”. Por conseguinte, observa-se que a negligência no atendimento ao autista é uma afronta ao artigo 5º da Carta Magna de 1988, onde todo cidadão é igual perante a lei.
Portanto, torna-se evidente a necessidade da criação de políticas que visem o bem-estar geral. Desse modo, cabe ao Poder Legislativo a criação de políticas públicas que melhor aloquem o cidadão autista na sociedade, proporcionando-o uma melhor condição de vida. Como já dizia o economista francês Robert Turgot, o princípio da educação é pregar com o exemplo. Logo, o Ministério da Educação dever promover nas escolas, feiras com profissionais que discutam o combate ao preconceito contra a pessoa autista, a fim de que o tecido social se desprenda de certos tabus para que não viva a realidade das sombras, assim como na alegoria da caverna de Platão.