Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil
Enviada em 04/07/2018
Segundo estimativas da Organização das Nações Unidas, há no planeta cerca de 70 milhões de pessoas com distúrbio de espectro autista.No entanto,apesar do notável contingente de pessoas, o assunto ainda é tratado com indiferença pelos responsáveis dos indivíduos com esse transtorno, de tal forma que aliado ao preconceito da sociedade, principalmente do mercado de trabalho, culmina com o prejuízo à inserção do autista como um cidadão na comunidade
Em primeira análise, vale destacar a indiferença dos pais no que se refere aos sintomas que o distúrbio expõe desde a infância. No que conta, é evidente a preferência pelo isolamento e apatia quanto a outras crianças,eventualmente,tais sinais são tratados com “normalidade” pelos responsáveis, de tal modo que colabora com o diagnóstico tardio da doença no Brasil. Diante do exposto, é alarmante a desinformação que orienta os sintomas do autismo no país.
De conformidade com isso, além dos prejuízos ao desenvolvimento na infância, produto do diagnóstico tardio, nota-se também a segregação representada pelo mercado de trabalho a esse indivíduos. De maneira que, sob pretexto de não capacitação intelectual, o autista não possui condições mínimas de competir ou de se candidatar a uma vaga de emprego, em decorrência da ideia pré-concebida já cristalizada entre os empregadores.
Portanto, é crucial que o governo brasileiro disponibilize maiores informações sobre a síndrome autista em propagandas e veículos de mídia com o propósito de esclarecer à população sobre os sintomas do transtorno durante a infância, visando uma menor omissão de tais sinais pelos responsáveis e dessa forma possibilitar o diagnóstico precoce do distúrbio no Brasil. De igual importância, a promoção de incentivos financeiros à empresas que se comprometam a oferecer vagas de emprego à autistas, e desse modo proporcionar o aumento desses indivíduos no mercado de trabalho.