Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil

Enviada em 28/06/2018

Brasil: " Educação para todos", menos para alguns?

O autismo — deficiência de aspecto psicológico, no qual os pacientes diagnosticados apresentam desde dificuldades de relacionamentos à retardos em diversas habilidades  — apresenta-se como grande incógnita na sociedade. Essa problemática é agravada pela incipiência de instrução sobre as necessidades da doença, que deveriam ser subsidiadas pelo sistema educacional, o que evitaria a ramificação de preconceitos, assim como pelo diagnóstico tardio , prejudicando o tratamento.

No cotidiano brasileiro, raros são os casos em que pessoas especiais possuem as mesmas oportunidades ou são tratados de forma similar às pessoas normais. Infelizmente, esse quadro é acentuado pela dificuldade de integração de ambos num mesmo ambiente de trabalho e de educação.A precária instrução e o despreparo de profissionais que possam oferecer auxílio , é recorrente. Segundo o Ministério da Educação, o ensino é para todos, porém o que pode ser observado é segregação social; deficientes são remanejados para cubículos “especializados” em suas dificuldades, enquanto o resto da população vive uma rotina completamente diferente e com reclusos contatos com esta outra realidade.

O preconceito é caracterizado pelo julgamento prévio ao diferente, seja por alienação cultural ou cultivo de pensamentos tradicionais históricos.A privação de relacionamento com os autistas nas escolas corrobora para o estranhamento popular, perdurando até a vida adulta , em ambientes laborais e sociais, ramificando a discriminação. Ademais, o diagnóstico tardio impede que o tratamento adequado seja providenciado. O ideal é que o supervisionamento escolar seja capaz de identificar sinais da doença nos alunos, para o encaminhamento de um tratamento adequado. Curiosamente, Isaac Newton e Albert Einstein possuíam uma síndrome de autismo leve.O potencial desses grandes cientistas poderia ser ampliado à  muitas crianças se houvesse incentivo e apoio acadêmico aos estudos do transtorno de desenvolvimento.

Para o remanejamento e normalização desses deficientes no meio social, é de fulcral importância que professores e pais sejam instruídos a identificar sinais da doença desde os primeiros anos de vida das crianças, para serem corretamento encaminhadas para psicólogos e pedagogos, com o propósito de encontrar melhores alternativas para o tratamento, através de cursos profissionalizantes obrigatórios aos educadores, disponibilizados pelo Ministério da Educação. Também, esse mesmo órgão ,em conjunto com os sistemas de ensino, deveria promover palestras informativas aos pais sobre como lidar com as respectivas dificuldades de seus filhos e identificar possíveis sinais de déficits comportamentais.