Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil
Enviada em 25/06/2018
“O autismo é parte da minha vida, mas não deixo que ele me defina” afirma Temple Grandin, importante cientista americana e autista. As dificuldades encontradas pelos portadores do autismo no Brasil vão desde o pouco conhecimento cientifico da doença até a sua inserção nas tarefas do seu cotidiano.
Segundo a (OMS) organização mundial da saúde, cerca de 70 milhões de pessoas no mundo possuem autismo. Conforme Estevão Vadasz, psiquiatra do hospital das clínicas de São Paulo, no Brasil são aproximadamente 2 milhões de pessoas portadoras da doença, em que dessas 95 % estão desassistidas e algumas sequer sabem que possuem o transtorno, o motivo é a falta de profissionais capacitados para tratar e diagnosticar o problema.
Além disso, outro percalço encontrado é como ajudar a incluir com igualdade de direitos e deveres todos indivíduos do (TEA) Transtorno do Espectro Autista, que se baseia em duas extremidades distintas, de um lado os que não conseguem ao menos dizer o nome, do outro lado os gênios com alta capacidade intelectual que é conhecida como a síndrome de Asperger e a de Savant.
Ademais o ato de trabalhar e conviver em sociedade são direitos básicos para qualquer individuo no mundo, que está sendo prejudicado pelo precário panorama que se encontra o país, as corrupções estão roubando a qualidade de vida dessas pessoas, apesar da lei existente que garante a sua inclusão, a realidade dos autistas ainda é de isolamento.
Em síntese é possível mudar esse cenário com o auxilio de investimentos financeiros do governo para a criação de ONG’s no apoio a família, como também na criação de instituições com profissionais capacitados para cuidar deles e fazendo uma ampla divulgação por parte da mídia na sociedade, para que essas pessoas recebam o que lhe é devido e sejam inseridas com dignidade no meio social.