Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil
Enviada em 24/06/2018
“É um erro terrível teorizar antes de termos informação”, frase de Arthur Conan Dougle, médico e escritor famoso pelas obras de Sherlock Holmes. A ciência ainda precisa avançar muito no que tange o autismo, e a sociedade no geral, ainda mais. Com pouca informação, baixo investimento na educação e muitos conceitos equivocados, a inclusão de pessoas com autismo no Brasil se torna um problema eminente.
Em primeira análise, cabe pontuar que a falta de informação vira um percalço para o portador de TEA (Transtorno do Espectro Autista) desde o diagnóstico, não é fácil, existem várias facetas do mesmo e pouco conhecimento científico. Além da dependência de várias avaliações, com profissionais de áreas diferentes da saúde para iniciarem um tratamento adequado.
Penetrando a área educacional. esse desconhecimento, pode elevar o nível de dificuldade, uma vez que muitas escolas, por se sentirem despreparadas para as demandas de uma criança ou adolescente autistas, descumprem as leis, não fornecendo vaga escolar.
Somada essa questão, ainda temos os próprios responsáveis, que desconhecem os seus direitos, ora concordam com as escolas infratoras, ora não sabem que também podem contar com o apoio de um acompanhante especializado, acabam não permitindo a ida do filho à escola, por medo das necessidades dos mesmos não serem atendidas.
Portanto, cabe ao governo tratar ciência e educação como prioridades. O Pequeno Príncipe lembra que “é preciso ter ritos”. É necessário investimento contínuos e progressivos na tecnologia para o avanço em estudos da área da saúde. O Governo deve também, formar parcerias com empresas de publicidade para divulgar os assuntos que tangem os avanços que se obtiveram acerca de estudos do autismo, e direitos que lhe devem ser assegurados. Além disso, propiciar que educadores passem por reciclagens para se sentirem aptos a receberem as demandas diversas. Sendo assim, as dificuldades dos autistas no Brasil sejam solucionados.