Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil
Enviada em 25/06/2018
Síndrome que já teve suas causas, ainda desconhecidas, erroneamente ligadas à vacina tríplice viral, o TEA - Transtorno do Espectro Autista, ou simplesmente autismo é um conjunto de fatores neurossensoriais de difícil diagnóstico. Esse fatores, que segundo a ONU, afeta cerca de 70 milhões de pessoas em todo mundo, afetam aspectos, na maioria das vezes comportamentais e sociais, da vida de quem os possui. No Brasil, apesar da vigência de uma lei que prevê os direitos a inclusão e tratamento de pessoas com autismo, as dificuldades enfrentadas por autistas ainda são persistentes. Dificuldades essas ligadas a inclusão e cidadania, causadas pela falta de informação e conhecimento da população não autista.
Durante muito tempo, o autismo foi considerado um distúrbio psicológico de causas externas, no entanto, após diversos estudos científicos, descobriu-se que se tratava de um transtorno que abrangia diversos fatores comportamentais identificáveis, derrubando os diversos mitos a seu respeito. Suas causas ainda são desconhecidas, porém a reclassificação do autismo e seus aspectos possibilitaram que seu, ainda que difícil, diagnóstico fosse feito com mais precisão. Isso fez com que, consequentemente, autistas recebessem tratamentos apropriados para que pudessem levar uma vida melhor. No entanto, apesar dos avanços no campo científico a respeito do autismo, ainda é perceptível o atraso no quesito social recebido pelos autista.
No Brasil, diferentemente de outros países, os direitos de pessoas com autismo é garantido pela lei nº 12.764/12, que prevê seus direitos a inclusão e tratamento apropriados. Porém, o que se percebe no campo civil é que, a população não autista não sabe muito sobre o que é e como lidar com o autismo. Isso é visto, principalmente, no campo educacional brasileiro. Vê-se que escolas, tanto públicas quanto particulares, possuem, apesar da lei, incapacidade em lidar com alunos autistas e incentivarem alunos não autistas aceitação e integração de alunos diagnosticados, ou não, com autismo.
Dessa forma, juntamente com o cumprimento efetivo da lei de proteção dos direitos dos autistas, é necessário que haja a capacitação da população não autista em lidar com pessoas que possuem a TEA e suas diferenças. Isso pode ocorrer por meio da junção entre os órgãos do Mistério da Saúde e do Ministério da Educação, ou até mesmo ONGs que promoveriam palestras e debates em escolas e outros meios sociais a respeito do autismo. Essa ação promoveria o melhor entendimento de não autistas, ajudando na aproximação e aceitação dos dois públicos.