Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil

Enviada em 22/06/2018

No filme “Rain Man”,é contada a história de Raymond Babbitt,portador de autismo,que é incompreendido por seu irmão devido sua dificuldade de expressar sentimentos e conviver socialmente. Atualmente,no Brasil,país democrático,a diferenciação pela deficiência é uma das sérias consequências da falta de inclusão,fazendo-se necessárias mudanças em um sistema de políticas públicas que encontra-se falho.

É indubitável,que os portadores de TEA são marginalizados desde muito cedo,haja vista,empecilhos como a dificuldade de inserção nas escolas,que muitas vezes se recusam a aceitá-los alegando falta de estrutura profissional,que de fato é vista,e promovendo a ideia de que o ensino a eles deva ser individualizado,conselho que muitas vezes é seguido pelos pais,causando,infelizmente,um “Apartheid” entre estes alunos e os considerados “normais”,aumentando-lhes as dificuldades de integração social.

Sob outro ângulo,é possível notar que a falta de acolhimento e tratamento aos autistas é um dos viés que procede com a desigualdade,visto que o acesso público a tais recursos é escasso,excluindo os que são de baixa renda e ferindo um direito explícito na constituição de 1988: " A saúde é direito de todos e dever do Estado." Sendo essa situação paradoxal  ao Estado democrático previsto pelo filósofo Montesquieu que dizia:“O amor da democracia é a igualdade.”

Assim sendo,medidas são necessárias para a resolução do impasse. É mister,portanto,que o Estado juntamente com o MEC,disponibilize uma maior quantidade de profissionais ,como psicólogos e terapeutas ocupacionais,para dar um acompanhamento rotineiro aos portadores de autismo,visando trabalhar suas dificuldades e com base nesses dados façam uma flexibilização curricular para melhormente desenvolver suas habilidades,cuidando de os manter incluídos,evitando,assim, a presente diferenciação pela deficiência.Poder-se-á,assim,obter uma sociedade mais inclusiva.