Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil
Enviada em 23/08/2018
Autismo, também conhecido como TEA, é um transtorno neurológico caracterizado pelo comprometimento da interação social e a comunicação do portador. As características do deficiente faz com que a sociedade os excluam e os classifiquem como incapazes e, para haver progressos na inclusão dos autistas na sociedade brasileira, é necessário a aceitação das diferenças pela sociedade e a garantia de tratamento para essa minoria.
Deve-se pontuar, de início, que o TEA não é doença e por isso não há cura, tal fato causa sofrimento para a família que não aceita a possibilidade de seu filho ser portador do transtorno e assim, retardam o diagnóstico com o pressuposto de que o comportamento da criança é comum na fase de desenvolvimento. O atraso na obtenção de um laudo é uma barreira para o tratamento que é de suma importância para uma boa qualidade de vida e desenvolvimento dos autistas.
Além disso, consta na Constituição Brasileira, a lei de proteção aos autistas de 2012 que garante aos portadores do distúrbio o acesso à terapia, medicamentos, educação básica e profissionalizante. Porém, segundo a OMS, há mais de 2 milhões de brasileiros com algum grau de autismo, mas muitos desses habitantes não possuem acesso aos direitos que deveriam ser garantidos pelo Estado e assim, não tratam o transtorno e são excluídos da sociedade.
Portanto, cabe ao Governo Federal em parceria com as mídias televisas, podem realizar campanhas de conscientização da população para que incluam os autistas na sociedade, para que eles possam ter uma melhor qualidade de vida. Ademais, cabe ao Ministério da Saúde em parceria com escolas, promover diagnósticos de alunos que apresentem comportamentos que deem indícios do distúrbio e caso seja comprovado o TEA, o Estado deve contratar psicólogos para ajudarem os pais à aceitarem o laudo e começarem a tratar a criança