Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil
Enviada em 22/06/2018
Desde os primórdios da sociedade doenças que afetam o comportamento do indivíduo geram uma exclusão social do mesmo, seja por falta de orientação ou por preconceito. Essas pessoas eram submetidas , nos manicômios, a tratamentos desumanos como choques elétricos etc. Nise Silveira ( psiquiatra alagoana) revolucionou o tratamento psiquiátrico no Brasil e dessa forma ajudou a combater, em parte, o preconceito para com aqueles que não possuem sanidade metal. Apesar do autismo não ser considerada uma doença mental e sim um transtorno, haja vista que pode ser reabilitado e modificado - de acordo com o " entendendo autismo" , a falta de conhecimento sobre a doença e a pouca educação e reabilitação especializada, são grandes empasses para a inclusão social do autista.
As primeiras pessoas que devem ser orientadas sobre o TEA ( transtorno do espectro autista) são os pais de uma criança afetada. Assim eles saberão como proceder na educação desse indivíduo e poderão ajudar a tornar a vida do mesmo, um pouco mais normal. Os distúrbios de comportamento ainda são vistos com muito tabu, por isso, deve haver muita orientação a respeito do TEA. É educando que se inclui, Bill Gates é um exemplo disso, autista, empresário, magnata, filantropo e autor americano, seu transtorno não afetou suas habilidades.
No Rio de Janeiro, metade das crianças com autismo estão fora da escola e no Brasil a educação voltada para autista ainda é precária. Em Alagoas, por exemplo, a Tv Gazeta publicou em seu site, que as escolas regulares do estado não estão preparadas para receber alunos com TEA. A lei determina que haja punição para o diretor que se recusar a aceitar um aluno com espectro autista, entretanto, aceitar essas crianças não resolve o problema da inclusão, é preciso, antes de tudo, saber lidar com elas, pois seu comportamento, que difere dos demais, não deve ser um problema no decorrer da aula.
Por causar posteriores patologias , o TEA deve ser tratado como doença pelo governo, para assim, medidas necessárias serem tomadas. O primeiro passo é a conscientização, o Governo deve investir em propagação de informações a respeito do autismo. Campainhas sócio- educativas devem ser impostas às secretarias de saúde de todas as cidades, como uma meta a ser cumprida, como acontece com campainha da hanseníase, onde um profissional da saúde vai às escolas conversar com os pais a respeito da doença. O segundo passo é habilitar o corpo de profissionais da educação para receber o aluno autista, seriam feitas capacitações com determinadas horas aula que iriam traçar uma linha pedagógica de como educar e incluir o aluno com TAE, assim teremos pessoas brilhantes em nossa sociedade que superaram o autismo e mostraram que com informação e inclusão tudo é possível.