Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil

Enviada em 23/08/2018

A obra literária “Extraordinário” conta a história de uma criança que,apesar de ter consigo uma disfunção,tenta mostrar à sociedade que é tão normal quanto qualquer outra pessoa. Essa é, também, a realidade dos autistas no Brasil, onde muitos encontram desafios ao galgar os caminhos da inclusão. Se faz preciso apresentar os entraves vividos pelos portadores dessa síndrome, a fim de amenizar os problemas experienciados pelos mesmos.

É preciso considerar, antes de tudo,a questão do preconceito na difusão desse problema. Tal fato se deve, visto que a falta de informação, embora vivamos nos tempos onde a mesma está em constante ascensão, torna-se um fator decisivo para propagação de atos preconceituosos. Por conseguinte, os altos índices  de descriminação aparecem em nossa sociedade, sendo todos originados da ignorância por falta de conhecimento. Segundo Albert Einstein,“é mais fácil quebrar um átomo que um preconceito”;desse modo, acreditar que pessoas com  autismo possam ser, de fato,inseridas em nosso corpo social é uma tarefa semi utópica.

Cabe apontar, também, alguns motivos pelos quais tais desafios persistem no país. Isso porque,ainda não há apoio apropriado à classe- mesmo sendo um direito adquirido por lei, em alguns casos- como o  auxílio multidisciplinar nas escolas, por exemplo. Ademais, nas áreas trabalhistas o panorama é o mesmo, uma vez que inúmeros setores do mercado não acolhem pessoas com a síndrome autista, muito por conta da falta de preparo para receber esses profissionais. Dessa forma, até que medidas possam ser tomadas, o panorama dos autistas, no Brasil, continuará incerto e distorcido.

Fica clara, portanto, a necessidade de reafirmar os contratempos vividos por pessoas com autismo, a fim de minimizar as dificuldades vivenciadas pelos próprios. Para isso, as mídias devem desenvolver métodos para combater o preconceito, criando campanhas publicitárias com essa finalidade e compartilhando-as nas emissoras de televisão, redes sociais e sites de informação;visando alcançar todos os públicos,esperando diminuir os atos descriminatórios por meio do conhecimento. Além disso, os governantes devem intensificar o apoio multidisciplinar nas áreas de ensino, disponibilizando de profissionais especializados para ajudar na socialização dos autistas, haja visto que toda e qualquer mudança começa por uma boa base educacional. Desse modo, será possível que os portadores da síndrome do autismo possam ser inclusos em nosso meio sem precisar provar,constantemente, para sociedade que são normais, diferente do protagonista de “Extraordinário”.