Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil
Enviada em 21/06/2018
Albert Einstein acreditava que " É mais fácil desintegrar um átomo do que um preconceito “, devido ao legado de preconceitos deixados por nossos antepassados, consolidados até hoje na nossa atualidade, sofridos por cidadãos que não se encaixam nos “dogmas”, impostos por alguns indivíduos, pessoas com deficiências são as que mais sofrem com isso, como por exemplo, os autistas e seus familiares que enfrentam os preconceitos e as dificuldades trazidas pela doença.
No livro de Machados de Assis, o realista, Memórias Póstumas de Brás Cubas, o defunto-autor mostra um preconceito ao narrar sua história, em relação a uma jovem que ele considerava bonita, mas que seria uma “vergonha”, se casar com ela porque ela era “coxa de nascença”, analogicamente falando, o esteriótipo imposto pela sociedade com pessoas que não são consideradas “perfeitas”, é a base desse preconceito que vem enraizado na história sócio-cultural do nosso país, reforçando a exclusão de pessoas com deficiência física ou mental, como o caso do autismo, uma síndrome que atinge 70 milhões de pessoas no mundo segundo a ONU( Organizações das Nações Unidas), afetando principalmente a comunicação, dificultando assim interações sociais entre os portadores e a sociedade.
Nesse ínterim, vale ressaltar que 2 milhões de portadores de autismo são brasileiros, mais comum em crianças, como não a um exame especifico para a doença, isso gera em alguns casos um diagnostico tardio, agravando ainda mais o estado do paciente. Os familiares que são responsáveis pelas pessoas autistas, enfrentam uma série de desafios e dificuldades em relação a saúde, a educação, e os preconceitos que não afetam só o portador mas toda a família, os pais que se dedicam intensamente ao tratamento dos filhos, se sentem frustrados por não conseguirem atender todas as demandas necessárias, pela falta de recurso ou pela falta de entendimento do assunto, assim ficando desgastados e desesperados por não saberem lidar com o problema, prejudicando não só a si próprios, mas também aos filhos autistas, dificultando ainda mais a inserção deles na sociedade, por medo de como serão tratados por outras pessoas, tomando como um norte o legado de preconceitos que perpassaram o passado perpetuando na nossa atualidade.
Mediante ao exposto, faz-se necessário que o Estado e o poder judiciário intervenha, aplicando leis severas em pessoas que desrespeitem, ou realizem qualquer preconceito contra pessoas com deficiência, para erradicar essa problemática que urge na nossa sociedade . Ademais cabe ao Estado entrar em parcerias com pediatras e psicólogos com experiencia nessa area para acompanhar os pais e atender as suas necessidades para que se sintam amparados e saibam como lidar com a doença. Assim desintegrando esse “átomo” e o pensamento de Albert Einstein sobre o mesmo.