Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil
Enviada em 18/06/2018
Desde o iluminismo, entende-se que uma sociedade só progride quando um se mobiliza com o problema do outro. No entanto, quando se observa a falta de inclusão de pessoas com autismo no Brasil, hodiernamente, verifica-se que esse ideal iluminista é constatado na teoria e não desejavelmente na prática e a problemática persiste intrinsecamente ligada à realidade do país, seja pela falta de estratégia no âmbito educacional, seja pela falta de informações a respeito. Nesse sentido, convém analisarmos as principais consequências de tal postura negligente para a sociedade.
É indubitável que a questão constitucional e a sua aplicação estejam entre as causas do problema. Segundo o filósofo grego Aristóteles, a politica deve ser utilizada de modo que, por meio da justiça, o equilíbrio seja alcançado na sociedade. No entanto, verifica-se que apesar de existir leis que visem políticas de inclusão para pessoas com transtorno do espectro autista, o Estado raramente promove debates públicos em que a comunidade participe da formulação, implantação e avaliação de ações que beneficie esse grupo.
Outrossim, destaca-se o pouco conhecimento da população sobre esse transtorno como impulsionador do problema. De acordo com Durkheim, o fato social é uma maneira coletiva de agir e de pensar, dotada de exterioridade, generalidade e coercitividade. seguindo essa linha de pensamento, observa-se que apesar de existir algumas campanhas e até mesmo um dia dedicado a conscientização do autismo, a sociedade ainda é muito leiga visto isso, na pouca mobilização em prol da garantia do exercício da cidadania desses, gerando até mesmo preconceitos.
Torna-se evidente, portanto, que medidas devem ser tomadas. Destarte, o Ministério da Saúde deve através das mídias, TV e Rádio, promover campanhas em horários nobres, em que especialistas exponham de forma clara e objetiva informações sobre o diagnostico, necessidades e direitos de pessoas com espectro autista, para instruir a comunidade. Ademais, ministrar a promoção de debates através das redes sociais do Ministério, sobre ações que visem maior isonomia e isotimia desses, a fim de resgatar o sentimento de equidade iluminista.