Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil
Enviada em 19/06/2018
‘‘É mais fácil desintegrar um átomo do que um preconceito’’. Essa máxima de Albert Einsten reflete bem as dificuldades que as pessoas autistas sofrem no Brasil para serem inclusas, já que, a falta de informações sobre esse assunto, a não aceitação dos familiares e as dificuldades de diagnósticos por estes são um dos principais desafios para a inserção de indivíduos com a problemática citada.
Indubitavelmente, a falta de informações sobre o assunto gera um desconhecimento, e com isso, reclusão dos autistas em um determinado meio social. Em outras palavras, as pessoas tem uma ideia errada de que os indivíduos com autismo não conseguem compreender o que é dito a eles ou não se interessam em ter um relacionamento com outros, o que segundo a psicóloga Annette Nunez, especialista no assunto, é mais um mito criado pela falta de conhecimento. Em razão disso, a exclusão prevalece e eles ficam segregados em um meio social, pois de acordo com o sociólogo Leonardo Boff ‘‘Os olhos só veem a partir de onde os pés pisam’’, e como a sociedade não tem muito contato com essas pessoas elas acabam sendo ignorados, e consequentemente, não são inseridas na sociedade.
Ademais, a dificuldade de diagnosticar um autista é grande, porque não se trata de uma doença, e por isso, não pode ser identificada com exames laboratoriais ou ressonâncias, e sim, com observações clínicas. Entretanto, antes de ir para um profissional, os sintomas têm que ser identificados pelos familiares, só que, muitas vezes, os indícios são discretos e difíceis de serem detectados e acabam sendo confundidos com introspecção, e em virtude disso, os autistas ficam mais invisíveis na sociedade. Contudo, com a confirmação do diagnóstico, muitos familiares não aceitam, justamente, por não terem conhecimentos e informações sobre o assunto e não saberem como devem lidar com algum membro da família autista. Por conta disso, acabam colocando esse familiar em uma ‘‘bolha artificial’’, os tratando com indiferença, e em síntese, dificultando a inclusão desses indivíduos na sociedade, pois não tem qualquer contato com o mundo sozinhos, e acabam crescendo dependentes e despreparados.
Em suma, ficou claro que os autistas têm dificuldades de inserção na sociedade por falta de informações. Por conta disso, o Ministério das Comunicações em parcerias com núcleos tecnológicos devem promover uma série de campanhas publicitárias sobre o que é o autismo, com o efeito de dar maior visibilidade para a problemática e finalmente disseminar os preconceitos e os mitos da sociedade pela falta de conhecimento. Além disso, o Ministério da Saúde, deve támbém, oferecer profissionais como psicólogos para os familiares mais próximos, com o intuito de ajudar com auxílios psicológicos e explicações sobre como os pais devem lidar com o autista com a finalidade de que a ‘‘bolha artificial’’ criada por eles desapareça, e por conta disso, fomentar um maior contato dos autistas com o mundo.