Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil
Enviada em 20/06/2018
Os desafios para a inclusão de pessoas autistas e tão amplo quanto o seu próprio espectro. Apesar do assunto ser tratado a mais de setenta anos pelos especialistas, somente no ano de 2013 foi publicado o manual do espectro autistas que caracteriza esse amplo leque de sintomas e desmitifica a invalidade intelectual de quem possui a síndrome. Dessa Forma, a falta de compreensão e conhecimento da sociedade dificulta a inserção ativa de quem possui o transtorno. A partir dos dois anos e meio, é possível identificar as características do transtorno, pelos pais e pediatras para iniciar uma intervenção precoce que ajude no desenvolvimento da criança o capacitando e tornando menos acentuada a dificuldade na comunicação e convívio social. O fato é que os médicos não são preparados a reconhecer os sintomas ou orientar os pais a observar certos comportamentos da criança, por conseguinte,a busca pelo tratamento é tardia prejudicando o desenvolvimento. Em segunda instância, para a inclusão dos autistas vale lembram que o transtorno não afeta apenas crianças. Os adultos que fazem parte do espectro são esquecidos pela sociedade, que muitas vezes , está focada na capacitação infantil, mas não na inserção desse cidadão no meio social e nem oferece apoio aos que não tiveram uma intervenção na infância.Todavia segundo os últimos estudos publicados pelo manual de saúde mental, mesmo com a dificuldade em ter relações interpessoais eles se comunicam e pode ter capacidade cognitiva alta em várias funções, logo capazes de desempenhar papéis sociais. Outro desafio existente, é a falta de pesquisar feitas e aplicadas na população brasileira. Os dados utilizados pelo Brasil são de pesquisas feitas no exterior, o que dificulta a aplicação no país, pois a realidade pode variar dentro de um mesmo território e mais ainda de uma nação para outra. Além disso a maior parte das pesquisas desenvolvidas por brasileiros é fora do país devido a chamada fuga de cérebros que mostra a desvalorização desses profissionais e da área científica. Nesse sentido a falta de investimento em pesquisas retarda o processo de inclusão pois, com amostras aplicadas a realidade do país as probabilidades de exito na integração é maior. Dessa forma, é necessário a conscientização sobre os mitos do autismo, além de campanhas que ensinem pais e responsáveis a identificar o traços para intervenção o mais rápido possível. Os médicos devem receber treinamento para identificar e orientar seus pacientes.A mídia pode abordar o tema em novelas, mostrando o cotidiano do transtorno. O governo deve investir em tutores para incluir essas crianças na escola regular e atividades extracurriculares, além do aumento do orçamento e pesquisas e valorização dos profissionais pesquisadores.