Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil

Enviada em 23/06/2018

O Brasil enfrenta diversos problemas no âmbito de inclusão, no qual, atualmente, afeta milhares de indivíduos, entre eles os Autistas. Segundo a Organização Mundial da Saúde, afirma que cerca de 1% da população possua o transtorno dessa , deficiência, em que, infelizmente, para ter o devido tratamento é necessário o descobrimento precoce, isto é, próximo ao três anos de idade. Nesse contexto, o país sofre com o despreparo dos profissionais no ato de detectar os indícios, assim acentuando os sintomas. Além disso, o déficit das instituições nesse campo agrava a situação, promovendo vulnerabilidade dos deficientes e de seus familiares.

O autismo, lamentavelmente, não possui diagnóstico preciso, aliás, não se sabe as causas ainda, ou seja, a análise confirmação é restrita ao médico. Em um estudo mencionado no Portal G1, mostra que o Brasil os profissionais identificam o transtorno em média quando as crianças já possuem de 5 a 7 anos, fato que promove o pensamento de irresponsabilidade em alguns sistemas de ensino na esfera da medicina, em que os atrasos agravam o estado, tais como a dificuldade nas relações sociais, comunicação, intolerância a sons e sistematização, contudo, trás maior sofrimento as famílias.

Com base nisso, o tratamento alia-se a educação escolar, na qual varia do grau do espectro autista, tendo-se assim instituições de abordagem especifica ou os colégios habituais, mas, vale ressaltar, que este ainda precisa de acompanhamento. Mas, embora que, existam esses locais ambos encontra-se com problemas, pois o país possui organizações que visam apenas os deficientes, mas que em sua maioria permanecem em lotação, levando famílias a locais privados, o entanto essa atitude não abrange a todos por conta dos elevados custos. Ademais, as escolas com problemas na estrutura e metodologia podem prejudicar ainda mais, tornando esses indivíduos exclusos com a falta de profissionais preparados, visto que não basta a aceitação da matricula é necessário acolhimento e mesmas oportunidades de aprendizagem.

Diante do cenário, é necessário compreender o autismo é questão de saúde pública, portanto, nota-se que mesmo com os avanços da legislação a inclusão ainda não se tornou benéfica a todos. Em razão disso, o Poder Executivo deve atribuir maior relevância sobre tal, ampliando o número de instituições, com a CAPIS ( Centro de Atenção Psicossocial de Jovens e Crianças), enquanto o Ministério da Saúde poderá implementar anúncios dos locais do tratamento. Convêm ressaltar, a necessidade de os Centros Universitários garantirem a qualificação dos estudantes, viabilizando estudos específicos para não se ter empecilhos no futuro. Dessa forma, é indispensável o Brasil tornar-se um ambiente adequado para essas pessoas, pois ser diferente não é um problema, a diversificação é uma qualidade do país.