Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil

Enviada em 16/06/2018

No universo literário de Harry Potter havia um grupo de bruxos que se autodenominava “sangue-puro” e que, por isso, pregava a exclusão dos ditos “mestiços”. Paralelamente à ficção, inúmeras pessoas enfrentam desafios para ser aceitas em sociedade, especialmente os autistas. Os impasses para a inserção destes estão relacionados não somente ao preconceito, mas também à relativa escassez de informações acerca desta doença.

A rejeição àquilo que é diferente é algo entranhado na sociedade desde os tempos antigos. Fato que comprova isso, é o costume espartano de descartar crianças que nasciam com algum “defeito”. Atualmente, essa mesma hostilidade ao que é diferente dificulta a vida em sociedade da pessoa autista, privando-a do pleno exercício de sua cidadania, indo contra o que é assegurado pela constituição vigente.

Além disso, o autismo é uma enfermidade de difícil diagnóstico e apesar de atingir cerca de 10% da população brasileira, as informações sobre este mal ainda são bastante restritas. Isso contribui para a falta de preparo de muitos, no que se refere ao modo certo de lidar com quem é portador dessa deficiência, bem como para a aplicação de um tratamento realmente eficaz.

Fica evidente, portanto, que medidas são necessárias para resolver estes impasses. A começar pelo governo, que através do investimento de parte dos impostos arrecadados no setor de pesquisa, será responsável pela melhoria da precisão e da eficácia dos tratamentos e dos diagnósticos dessa doença. Ademais, ONGs que tratam das pessoas deficientes em parceria com o setor midiático, devem promover tanto campanhas publicitárias quanto fóruns e palestras visando a desconstrução dos preconceitos sociais, que constituem um dos desafios para a inclusão dos autistas. Assim, as primícias do artigo 5° da Carta Magna, que garante a isonomia e a justiça social a todos os brasileiros, serão seguidas.