Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil
Enviada em 15/06/2018
Funcionando conforme à primeira lei de Newton, a lei da Inércia, a qual afirma que um corpo tende permanecer em seu movimento até que uma força suficiente atue sobre ele mudando-o de percurso, os desafios da inclusão de pessoas com autismo é um problema que persiste na sociedade brasileira há algum tempo. Com isso, ao invés de mudar o percurso desse problema da persistência para a extinção, a combinação de fatores sociais e políticos acabam por contribuir para a situação atual.
Sabe-se que a rejeição por parte da sociedade aos portadores do autismo é algo que os acompanha desde à infância. A escola, segundo grupo social de boa parte dos seres humanos, representa, muitas vezes, para as crianças autistas, um lugar de exclusão, onde essa parcela da população passa todo o tempo sob à proteção dos professores para que não sofram bullying por parte de outros alunos. Desse modo, torna-se difícil a construção de uma sociedade mais inclusiva.
Além disso, o autismo impõe necessidades aos seus portadores que precisam ser supridas. No entanto, os projetos defendidos pela grande maioria dos políticos ignoram essa realidade. Devido a isso, boa parte dos serviços de acompanhamento, inclusão social e entretenimento adaptado à essa parcela da população partem de ONG’s (organizações não-governamentais), restando a essas instituições preencher o vazio deixado pelo Estado no que diz respeito à tomada de medidas que contemplem as demanda dos autistas. Dessa forma, esse descaso público acaba por contribuir com a situação atual.
É necessário, portanto, que o MEC em consonância com as escolas promovam palestras que abordem a importância da inclusão social, para que as crianças cresçam enxergando o diferente como um sujeito digno de acolhimento. Ademais, a sociedade civil deve pressionar o poder legislativo, através de manifestações e petições, para a criação e aprovação de um projeto de lei que determine ampliação de pontos de apoio e acompanhamento dos autistas por parte de assistentes sociais.