Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil
Enviada em 18/06/2018
A incidência dos portadores de TEA (Transtorno do espectro autista) no Brasil vem ganhando uma frequência cada vez maior, trazendo consigo entraves na inclusão socioespacial, sobretudo nas escolas. Fato este, condicionado a falta do diagnóstico preciso e o consequente deficit de profissionais na área.
Mediante o exposto, a falta do diagnóstico dificulta o atendimento específico da criança portadora de TEA nas escolas. O autismo é um distúrbio pouco conhecido, o que é uma barreira na precisão na sua identificação. Desse modo, a escassez de investimentos em pesquisas e estudos das entidades responsáveis pelo autismo no Brasil acarreta a falta do acompanhamento especializado nas escolas, podendo causar o retardamento da doença.
Nesse contexto, esse descaso influi para a pouca especialização de profissionais na área. Nos Estados Unidos, quando havia carência de profissionais na área de saúde, a indústria televisiva formularam séries e filmes, com a série Grey’s Anatomy, com o intuito de gerar um maior interesse popular na área. Analogamente, estímulos semelhantes no Brasil, fará crescer a número de profissionais especializados em TEA nas escolas, influindo assim, em uma sociedade mais inclusiva.
Em suma, a falta do diagnóstico preciso e o consequente deficit de profissionais na área, são entraves na inclusão dos autistas nas escolas. Portanto, a mídia deve criar vídeos virais semanalmente a nível nacional na televisão que mostre a realidade dos portadores de TEA, abrindo as portas para o interesse de estudo e especialização na área.