Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil

Enviada em 11/06/2018

Sob a perspectiva filosófica de São Tomás de Aquino, todos os indivíduos de uma sociedade democrática possuem a mesma importância, além dos mesmos direitos e deveres. Entretanto, fica evidente um problema quando esses indivíduos contém TEA(transtorno do espectro do autismo), já que essas pessoas costumam sofrer com menosprezo e até mesmo segregação, devido a falta de conhecimento dos demais sobre a doença. Diante disso, se torna passível de discussão os desafios enfrentados, hoje, no que se refere à questão da inclusão dos indivíduos que contenham TEA.

Frente a problemática em questão, pode-se tomar como primeiro ponto a ser ressaltado a falta de informação disseminada sobre o TEA na mídia, sejam em telejornais, jornais escritos ou na internet, o que torna o acesso à informações sobre a doença distante da população no geral. Isso resulta em uma população ignorante sobre o assunto, e o senso comum acaba por denegrir a imagem desses portadores de necessidades especiais, disseminando notícias falsas sobre a doença como, por exemplo, a de que essa categoria de pessoas é desprovida de qualquer tipo de inteligência e capacidade pra discernir sobre questões morais e éticas.

O baixo investimento na área de pesquisa sobre doenças mentais no Brasil também se mostra como fator relevante no que concerne à inclusão de pessoas com autismo. A ONUBR publicou uma denúncia da OMS em seu site relatando que o Investimento em saúde mental no Brasil está crescendo em ritmo insuficiente. Ou seja, a área de pesquisa em saúde mental no País não recebe a atenção ideal.

De acordo com as informações supracitadas, medidas devem ser tomadas a fim de melhorar a inclusão de pessoas com TEA. Para isso, o Ministério da Saúde deve investir mais recursos na área da pesquisa sobre o transtorno em questão, fazendo com que o processo de entendimento sobre a doença seja mais rápido. Além disso o Ministério da educação em parceria com as escolas deve promover palestras explicando a doença para assim quebrar os preconceitos e paradigmas criados em cima dela. Essas mesmas associações podem utilizar as redes sociais ou a mídia televisiva de forma a disseminar conhecimento para população sobre o transtorno, para que assim um dia possamos viver em uma sociedade onde realmente todos os indivíduos possuem a mesma importância.